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»» Gastronomia Regional e Vinhos >> Vinhos Portugueses -
Vinhos da Península de Setúbal |
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Vinhos da Península de Setúbal |
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Denominações dos
Vinhos
- D.O. Palmela
(Denominação
de Origem)
- D.O. Setúbal
(Denominação
de Origem)
- I.G. Península de Setúbal
(Indicação
Geográfica)
- Moscatel de Setúbal
(Denominação
de Origem)
Em 1185, quando Palmela recebeu o seu primeiro foral atribuído a D.
Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, neste se falava da vinha e
do vinho na região, o que confirma a sua tradição vitivinícola. Os
fenícios e os Gregos trouxeram do Próximo-Oriente algumas castas de
uvas, por considerarem o clima ameno e as terras das encostas da
Arrábida propícias para o cultivo da vinha. |
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Em 1381, a Inglaterra importa vinho de Portugal, nomeadamente de Setúbal
e, no ano de 1675, existem referências à exportação de 350 barricas de
Moscatel de Setúbal.
A Península de Setúbal é pois uma região pioneira na elaboração de
produtos vinícolas de reconhecida qualidade, como é o caso do Moscatel
de Setúbal, vinho generoso cuja área produtiva se encontra delimitada
desde 1907, apesar da sua produção ser bastante anterior. Na região
existem dois tipos de Moscatel, o branco e o roxo, elaborados,
respectivamente, através das castas Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo.
Estes vinhos só podem ser engarrafados após 18 meses de estágio. |
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As principais castas: |
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- Castelão: É a principal casta de
encepamento tinto da região da Península de Setúbal. Produz vinhos bem
estruturados, com taninos muito macios e harmoniosos. De cor intensa e
aroma cheio, onde predominam os frutos do bosque e do montado. Com o
envelhecimento amaciam, tornando-se mais elegantes. |
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- Fernão Pires: Actualmente, a
Fernão Pires é uma das castas brancas mais plantadas na Península de
Setúbal. Os vinhos brancos D.O. Palmela são vinhos frescos, com
estrutura equilibrada, aroma frutado e paladar elegante. Por outro lado,
os brancos com indicação geográfica Península de Setúbal (ex-Terras do
Sado), apresentam-se geralmente com boa acidez, extremamente aromáticos
e por vezes intensamente florais. |
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- Moscatel de Setúbal: As uvas
Moscatel de Setúbal apresentam uma dupla aptidão. Para além de uma fruta
saborosa, constituem a base do prestigiado vinho generoso “Moscatel de
Setúbal”, um dos mais antigos e famosos vinhos mundiais que em 2008
comemorou o Centenário da Região Demarcada. Este vinho D.O. Setúbal é um
vinho generoso de excelente qualidade produzido a partir de uva branca.
É caracterizado pelo seu peculiar sabor e qualidade aromática
inconfundível, resultante das características da casta e das condições
edafo-climáticas. De cor dourada, do topázio claro ao âmbar, tem um
aroma floral exótico com toques de mel, tâmara e laranja que evolui com
a idade para notas de frutos secos, passas e café. |
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- Moscatel Roxo – Esta casta permite
obter um Moscatel diferenciado, de produção limitada e excelente
qualidade. Vinho de grande complexidade aromática, é extremamente
equilibrado na boca, permitindo obter a frescura de um vinho intenso,
apresentando aromas e sabores muito complexos de laranja amarga, passa,
figo e avelã. A principal diferença face ao Moscatel de Setúbal reside
na casta rosada utilizada na sua produção, sendo a única recomendada
para os vinhos generosos tintos D.O. Setúbal. Para se obter este
precioso néctar, 85% do mosto tem que ser da casta Moscatel Roxo que,
apesar de diminuta na região, verifica um crescente interesse
demonstrado pelos produtores, sendo fonte de esperança para a sua
conservação. |
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Texto: Folheto de divulgação
da Rota de Vinhos da Península de Setúbal |
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