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Não se sabe exactamente a que data remonta a cultura da vinha na região
de Colares, mas sabe-se que já era uma actividade florescente na região
em 1385. Talvez daí o facto de o burgo ter sido doado a D. Nuno Álvares
Pereira após a batalha de Aljubarrota.
Mas foi pela negativa que o vinho de Colares viria a impor-se como o
primeiro entre os vinhos de mesa do país. Em 1865, a invasão da
filoxera, que devastou a maior parte das regiões vínicas, deixaria
incólume a vinha de Colares devido às condições peculiares do seu
cultivo.
Com efeito, a zona mais importante onde a cultura da vinha é mais
característica ocupa terrenos de areia de duna, e umas quantas
ocorrências de areias pliocénicas, na faixa que vai do Banzão até perto
de Fontanelas, passando pelo Mussifal. Como as areias são pobres em
matéria orgânica e incapazes de reter as águas das chuvas, é mergulhando
as raízes nas camadas argilosas do substracto que a vinha consegue
vegetar.
Como se trata de uma região ventosa, as cepas têm que ser protegidas
pelas características paliçadas de canas. A casta que serve de base à
produção do vinho de Colares é o Ramisco, que lhe confere uma grande
vivacidade de um aroma aldeídico. Como alguém disse, «é um vinho de
complexão feminina, mas com um brio e uma energia viris». Para
garantir a origem deste vinhos, a aposição da etiqueta é obrigatória, e
apenas a podem exibir os vinhos produzidos pela Adega Regional de
Colares, após um estágio mínimo de 18 meses. |