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VINHOS
PORTUGUESES: ORIGEM E PROVENIÊNCIA
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ESTREMADURA |
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É
a maior região vinícola do pais, englobando todos os concelhos da
faixa litoral, desde a foz do rio Tejo até aos concelhos de Óbidos e
Caldas da Rainha, a norte, sendo limitada a leste pela região
ribatejana.
Na realidade, a região de Vinho
Regional Estremadura tem como limite norte os concelhos de Pombal e de
Ourém, abrangendo Leiria, Batalha, Porto de Mós entre outros. (*)
Terra
abundante em vinhos e casas brasonadas. Ouve-se cada vez mais falar nos
vinhos da Estremadura. Produz-se agora menos, mas melhor.
Os
vinhos tintos, vinificados a partir das castas regionais Trincadeira,
Camarate, João de Santarém e Tinta Miúda, apresentam cor vermelha -
violácia ou granada, são aromáticos, encorpados, com sabor vinoso, têm
uma força alcoólica acentuada e adquirem qualidade com o
envelhecimento. Os leves, de cor rubi são obtidos a partir das castas
Mortágua e Tinta Pinheira.
Esta casta, que tem tido uma
nomenclatura atribulada, foi recentemente renomeada na lista oficial
como Castelão. (*)
A casta Baga, com forte presença na
região da Bairrada, é também casta oficial nesta região e
recomendada na região de VQPRD de Encostas D'Aire onde tem uma
presença forte no encepamento e recebe, além do nome oficial, os nomes
locais de Carrasquenho e Poeirinho. (*)
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RIBATEJO |
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O
Ribatejo é uma das mais importantes regiões vinícolas do país, sendo
constituída essencialmente pelos concelhos de Azambuja, Cartaxo, Rio
Maior, Santarém, Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Golegã, Salvaterra de
Magos, situa-se e em grande parte na bacia baixa do rio Tejo.
Esta
região produz tradicionalmente mais vinho branco que tinto. Os brancos
vinificados a partir das castas Fernão Pires, a mais predominante na
região. Alguns criados nos areais, são muito conversadores.
As
castas tintas são predominantemente a Trincadeira-Preta, Castelões-Nacional,
João de Santarém e Preto-Martinho.
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SETÚBAL |
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A
Península de Setúbal tem vinhos de montanha e vinhos de planície.
Vinhos de mesa e vinhos generosos. Perfumados como as laranjas, frescos
como a Serra da Arrábida, doces como o clima mediterrânico.
O
clima da região é um clima misto, sub-tropical e mediterrânico, o que
lhe fornece um microclima muito específico que, juntamente com as
características do solo e a influência do mar e dos rios Tejo e Sado,
dá origem a vinhos com características muito particulares.
Nesta
região produzem-se bons vinhos de mesa tintos carregados de cor e
encorpados, com elevado extracto seco, pouco áridos, ricos em álcool -
12/14 graus - e que envelhecem bem e rapidamente
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VINHOS
VERDES
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Verde
e fresca a paisagem, variada. E com muitos rios: o Minho com o Coura; o
Lima com o Vez; o Cávado com o Homem; o Ave com o Vizela e o Douro com
o Sousa, Tâmega e o Paiva.
Deste
belo enquadramento natural nasce um dos mais típicos vinhos nacionais.
Vinho a que a História erradamente classificou de verde. Esta designação
nasce da ideia que as uvas não amadureceram, o que se verifica errado,
já que as uvas estão maduras, só que os níveis de ácido presentes,
neste tipo de uva, não permitem que os níveis de açúcar sejam muito
elevados.
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(retirado
de «ViniPortugal
Alma
Latina»)
(*) Informações fornecidas pelo Sr. António Marques da Cruz
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