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«Se os nossos compositores de música erudita
quiserem levantar o "edifício" da Ópera Portuguesa (sem imitações
simiescas de paradigmas estranhos), terão de basear a sua arte nas
raízes temáticas das nossas velhas canções, que hoje apenas sobrevivem
nalguns ranchos folclóricos mais criteriosos, tantas vezes
incompreendidos e menosprezados. E para que ninguém duvide do carinho
que eles nos devem merecer, citarei alguns exemplos de grandes
compositores estrangeiros que, antes de se lançarem na alta composição,
estudaram as canções dos seus respectivos países.
Em Espanha: Pedrell, Manuel de Falla.
Na Hungria: Lizt,
Béla Bártok. Na Rússia: Mussorgsky,
Stravinsky. Na Checoslováquia: Smetana, Dvórak. Na Finlândia:
Sibélius. Na Alemanha: Brahms. No Brasil: Villa-Lobos...»
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Texto de Mons. Ângelo Minhava
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