[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Usos e Costumes »» Vila Real (Trás-os-Montes e Alto Douro) Pub
Pub    
  "Ganchas" de São Brás

(continuação)

Com todos os cuidados que a Ciência Histórica recomenda, pois parecia simples e óbvio que a «gancha» fosse a iconização do báculo bispal de S. Brás, não faltam porém as alusões a uma espécie de espátula para «pincelar» gargantas ou desalojar objectos estranhos  nela instalados. A justificar a doçura são várias as razões. Nas mais aceitáveis a de que seria para «adoçar o bico» às crianças e facilitar o trabalho ou, como o mel, teria efeito balsâmico e apaziguador nas gargantas irritadas ou inflamadas, quando enriquecida a mistura com outros ungentos, ervas e aromas.

Chegamos assim ao S. Brás que, a 3 de Fevereiro de cada ano, se celebra e honra na sua capelinha de S. Dinis, em Vila Real, cumprindo-se ou fazendo-se novas promessas de tagarelas afónicas,  gargantas desafinadas, rouquidões tísicas, nós que não desatam, bocas abertas de espanto ou outros engaranhos orais.

Com os tempos vieram outras andanças e modas, e outros modos de celebrar, cumprir a prometer. Todos lá vão, estudantes, doutores ou iletrados, e fazem a volta ao cemitério, às arrecuas, sem abrir a boca para não entrar enguiço.

Depois, é a festa, os foguetes e os sinos com a música a acompanhar e as quadras que ninguém esquece e trauteia ao compasso do badalo da torre de S. Dinis.
 

Eu vou ao S. Brás
de cú para trás
comprar uma gancha
p'ró meu rapaz

Eu vou ao S. Brás
de cú para a frente
comprar uma gancha
p'rá minha gente

Eu vou ao S. Brás
de cú para o lado
comprar uma gancha
p'ró meu namorado


Esta é a tradição que lembra a da Santa Luzia e dos «pitos», a 13 de Dezembro, outra festa a recordar o S. Brás. É a «relação» e o ritual de trocas e promessas do pito dado a quem deu a gancha e vice-versa. Atente-se porém nas quadras que atribuem à rapariga a compra da gancha para dar. Talvez a lembrar oferta dezembrina não aceite?... Ou então, como refere escrito recente, a quem nunca lha tenha dado ou usado. Repare-se que a gancha, retorcida como bengala, conforme se lhe pega, tanto arrebita para cima como cai para baixo...

<<< Página anterior

Retirado de folheto promocional da Região de Turismo da Serra do Marão. Pesquisa histórica de Juvenal Cardápio


   

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster