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A história, a tradição, a herança de antanho estão gravadas no
património material e imaterial do Douro. Do património religioso e
monumental ficaram as sés-catedrais (Sé de Lamego, Vila Real, Miranda do
Douro, Moncorvo), as inúmeras igrejas e santuários (Nossa Senhora dos
Remédios, Nossa Senhora da Assunção) disseminados um pouco por todo o
território. Do património construído, sobressaem as Quintas produtoras
de vinho generoso (Rota do Vinho do Porto), as casas/casais vernaculares
dos cavadores e agricultores (Aldeias Vinhateiras: Provesende, Salzedas,
Ucanha, Barcos, Favaios, Trevões), as pontes, as calçadas, os caminhos,
as estações do caminho-de-ferro (Régua, Pinhão, Foz do Tua, Barca de
Alva), os miradouros (S. Leonardo de Galafura, São Domingos, Santo
António, São Salvador do Mundo, Nossa Senhora das Neves), os muros em
xisto, os socalcos, os vinhedos… |
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No que se refere ao património imaterial, a região do Douro guarda
lendas e histórias dos povos de outrora. As cantigas entoadas nas
vindimas, nas lagaradas, nas festas de fim de vindima são elementos
intangíveis desse acervo único. O linguarejar das rebuçadeiras da Régua
e o vocabulário das vindimas são raridades linguísticas e culturais e
proteger.
As tradições festivas e os costumes associados à
viticultura recriam as
vivências ancestrais das gentes durienses. As festas das Vindimas e as
romarias (Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora da Assunção,
Nossa
Senhora da Lapa) alegram as gentes do Douro e os seus visitantes.
A gastronomia do Vale do Douro está também intimamente ligada aos
costumes da viticultura. Do pão regional aos
enchidos caseiros, do
cabrito assado às pataniscas de bacalhau com arroz de legumes, aos
peixes do rio e afluentes (Corgo, Tedo, Tua) é-nos oferecida uma cozinha
recheada de iguarias que desperta os mais secretos sentidos.
Ao longo dos tempos foram-se enraizando certos rituais na tradição
gastronómica duriense associados ao ciclo temporal, no Inverno, a
matança do porco, a caça, a batida, e as provas dos vinhos. No Douro, os
repastos transformam-se em prolongadas celebrações.
O azeite (Rota do Azeite), com méritos internacionais reconhecidos, é o
acompanhante por excelência dos sabores durienses.
Da doçaria e dos salgados regionais ensaiados nos conventos e mosteiros
da região guardam-se as receitas nas confeitarias com tradição, em Vila
Real (toucinho do céu,
cristas de galo, São Marcos,
pitos de Santa
Luzia;
covilhetes), em Lamego (bola de carne, presunto, sardinha,
bacalhau, etc., doces conventuais), na Régua (rebuçados da Régua). As
delícias açucaradas são acompanhadas com a fruta perfumada das encostas
durienses (cereja, pêssego, figo, maçã, laranja, amêndoa).
O Douro tem, já, na área da gastronomia, um centro de formação de
qualidade na Escola de Hotelaria de Lamego. As novas gerações aí
aprendem a arte de receber e de valorizar os produtos durienses.
Nas margens do Douro, oferece-se um alojamento variado e requintado. Os
visitantes podem pernoitar em quintas seculares, em casas de turismo de
habitação, em hotéis, em hotéis vínicos, em unidades de turismo de
espaço rural, etc.
A arte outrora produzida na região ficou conservada na dimensão sacra
(talha dourada nas igrejas e capelas), na pintura (painéis de Grão Vasco
– Museu de Lamego), na ourivesaria (ourivesaria sacra – Museu de
Lamego). O artesanato local mais significativo está ligado às
actividades agrícolas (cestaria, tanoaria, latoaria, máscaras de
madeira, tecelagem de linho,
olaria, etc.) e à produção de compotas
caseiras de frutos durienses (cereja, pêssego, figo, uva, laranja, etc.)
em várias quintas.
As actividades agrícolas (vindimas, lagaradas), e comerciais (provas e
vendas de vinho) e culturais (festas das vindimas e romarias)
propagam-se por todo o Douro |