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A presença humana no Vale do Douro remonta à época pré-histórica, sendo
inúmeros os sítios arqueológicos que atestam a sua ocupação (Arte
Rupestre do Vale do Côa).
Por volta do século XII, chegam ao Vale do Douro os monges brancos de
Cister (Rota de Cister). Criam mosteiros (São João de Tarouca, Santa
Maria de Salzedas, S. Pedro das Águias) e ensinam as gentes durienses a
aperfeiçoar o cultivo da vinha e a fabricar diferentes vinhos. Da Idade
Média, permanece ainda no território uma rede de castelo edificados ou
reconstruídos, em grande parte no reinado de D. Dinis (XII-XIV), para a
defesa do reino contra os inimigos leonês e castelhano (Lamego,
Carrazeda de Ansiães, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Bemposta,
Miranda do Douro, Numão). |
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No dealbar da Idade Moderna, D. Manuel favorece o transporte e o
comércio dos vinhos do Douro até à cidade do Porto. A ligação do Douro
ao Porto começa a cimentar-se nesse período (barcos rabelos). No século XVII, surge a primeira alusão ao “vinho do Porto”. Neste mesmo século, o
vinho do Porto já é exportado para Inglaterra. O Tratado de Methuen
(1703) veio impulsionar ainda mais o comércio do vinho do Porto para
Inglaterra.
No século XVIII, a crise nas exportações do vinho do Porto leva a
grandes vinhateiros a pedirem a intervenção do Estado. O ministro de D.
José I, Sebastião José de Carvalho e Melo (mais tarde Marquês de
Pombal), cria, em 1756, a “Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do
Douro”. O Douro converte-se, assim, na mais antiga
Região Demarcada do
Mundo.
No século XIX, ficam nos anais da viticultura duriense duas figuras
notáveis: Dª Antónia Ferreira, uma excepcional gestora de várias Quintas
do Douro, e o 1º barão de Forrester, Joseph James Forrester, um dos
principais comerciantes dos vinhos do Porto, na altura.
O aperfeiçoamento do plantio das diferentes castas de vinha (Touriga
Franca e Nacional; Tintas Roriz e Barroca; Tinto Cão) e o processo de
fermentação do mosto com a aguardente vínica garantiram, desde tempos
afastados, um vinho excepcional (Vinho do Porto).
Contudo, os vinhos do Douro não são apenas os vinhos generosos
denominados por vinhos do Porto (tawny, ruby, vintage, late bottled
vintage – LBV), apresentam também uma extensa variedade de vinhos de
mesa, de espumantes e de moscatel.
Nos finais do século XIX, na década de 70, foi construída a linha do
caminho-de-ferro, ligando o Porto ao Pinhão ou a Barca D’Alva.
O comboio era, na época, um transporte moderno e fundamental para o
desenvolvimento da região. Hoje, é um marco da “paisagem cultural,
evolutiva e viva” (Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial) e um
produto turístico de excepção (Comboios Históricos do Douro; linhas do
Douro, Corgo e Tua).
Por tudo isto, vale a pena vir admirar e fruir o território onde se
produzem dos melhores vinhos do mundo. |