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O distrito de Portalegre, pela zona geográfica que ocupa, junto à raia
espanhola, foi uma das áreas mais utilizadas para fazer contrabando. A
pé, de bicicleta ou até de burro, durante décadas os contrabandistas
andavam por trilhos para escaparem à apertada vigilância da Guarda
Fiscal e da Guardia Civil.
Para lá, os portugueses, levavam café ou
açúcar e traziam tabaco, bebidas alcoólicas, tecidos ou produtos de
higiene pessoal. Trocavam-se produtos que escasseavam de cada um dos
lados da fronteira para fazer face a dificuldades económicas. Este lucro
fácil, foi, durante muito tempo, uma economia paralela, e ilegal,
alimentada por portugueses e espanhóis.
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O objectivo desta rota não é, de
todo, fazer a apologia do contrabando, mas sim verificar como ele também
foi um meio para a aproximação de povos e ligação entre várias
populações que, protegidas pela escuridão da noite, arriscavam a vida
para arranjar mais algum dinheiro.
Em pouco mais de 100 km de terrenos, que vão de Elvas a Nisa, é possível
andar pelos percursos dos contrabandistas, que estão devidamente
assinalados, e aproveitar para visitar as localidades e conhecer a
gastronomia de cada uma das zonas, assim como o património histórico,
arquitectónico e paisagístico.
É usual realizarem-se passeios e caminhadas entre Elvas-Badajoz,
Campo Maior-Badajoz, Arronches-La Godozera, S. Julião-Albuquerque ou
Nisa-Cedillo.
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