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O Guadiana e os parques
naturais
O rio e os parques
naturais são atracções imperdíveis da região algarvia. Descubra o
motivo.
Nascendo em Espanha, o rio Guadiana faz a fronteira entre Portugal e
Espanha, separando Vila Real de Santo António e Ayamonte. Navegável nos
últimos 48 quilómetros, entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, o
Guadiana foi uma das primeiras “auto-estradas” da região, ligando as
costas algarvias ao interior alentejano. Por este rio acima, a paisagem
lembra um quadro, com as margens salpicadas pela vegetação ribeirinha,
enquadradas num horizonte sinuoso, onde as colinas decoradas com
estevas, oliveiras e amendoeiras servem de esconderijo às construções de
xisto e de habitat às galinhas de água, guarda-rios, patos reais e
outras aves aquáticas. |
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Por seu turno, as ribeiras de Odeite, Beliche, Foupana, Cadavais e
Vascão, todas afluentes da margem direita do Guadiana, traçam caminho
por entre afloreamentos de xisto e dão guarida a aves como o
estorninho-malhado e a pega azul, que se refugiam nos densos canaviais
que crescem nas margens.
Mas o majestoso Guadiana não é a única maravilha natural numa região que
conta com duas áreas protegidas. Não muito longe, o Parque Natural da
Ria Formosa é uma das mais bonitas riquezas naturais do
Algarve, não só pela variedade dos seus
ecossistemas como pela sua localização. Estende-se ao longo de 60 km,
desde a zona do Ancão até à da Manta Rota e funciona como abrigo para
aves migratórias e espécies muito raras.
Já o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina ocupa uma
longa faixa costeira (74.788 hectares) desde a Ribeira da Junqueira até
Burgau; e uma faixa marítima de dois quilómetros ao longo de mais de 100
quilómetros de orla costeira. Praias selvagens, dramáticas, às quais só
se acede conhecendo os segredos do caminho, são alguns dos atractivos de
uma área famosa pelo turismo da natureza, que apetece visitar – seja de
carro, a pé ou de barco. Esta costa é também muito procurada por
mergulhadores, lembrando-nos que, no Algarve, há sempre algo de novo a
experimentar, debaixo da superfície.

Texto fonte: Dossier Especial -
Algarve (Expresso) |