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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Trajes Tradicionais

Descrição dos trajes tradicionais apresentados pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
 


Romaria

Chegara a altura de pagar as promessas aos Santos mais devotos... Para um bom bocado de milho, para um bom parto, para uma mesa farta, todos os desejos tinham de ser pagos depois de uma longa caminhada até ao santuário ou igreja, e de diferentes formas se cumpria o prometido. Era assim que se faziam as Romarias.

Com os seus melhores trajos domingueiros preparavam-se as famílias para uma longa caminhada. As mulheres levavam o farnel dentro de um cesto à cabeça, pois as mãos tinham de estar livres para levarem as crianças; também as filhas mais velhas levavam um cesto, sempre com um bonito pano de linho ou algodão, de bainhas abertas, franjado e/ou rendado. Outras levavam à cabeça grandes fogaças que ofereciam ao Santo como promessa, onde se podia encontrar grandes caçoilas de chanfana, arroz doce, coscorões, aguardente, mel, enchidos, broas de milho e alguma fruta. Geralmente ainda levavam um xaile ou uma capa para se agasalharem da orvalhada e do frio matinal. Os homens envergavam uma casaca ou casaco (para o frio) e uma faixa de ponta caída. Levavam sempre uma concertina ou harmónio para alegrar a caminhada e a romaria. Outros levavam um varapau, servindo este de apoio.

Durante as caminhadas, pelos carreiros das serras que atravessavam, ia-se comendo o farnel, ria-se, cantava-se, tocava-se e bailava-se, tudo numa harmoniosa animação, esquecendo assim o cansaço.

Ao chegar ao Santuário, era hora de cumprir as promessas... Depois, era hora do "mastigo" e de "bubere" uma boa pinga, que muitos andavam a "bendere". No final cantava-se à desgarrada e, ao som da concertina ou da guitarra, viam-se os que melhor sabiam bailar e cantar. Era também nestas alturas que, entre modas e cantigas, se arranjavam namoricos, que por vezes era desagrado para alguns rapazes, cujas raparigas já estavam debaixo d'olho. Era então que se davam as desordens, servindo para isso os varapaus que os homens levavam de casa.


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Fonte: Sítio do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

 
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