[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Trajes (Beira Litoral) - Beira Serra Pub

Trajes Tradicionais

Descrição dos trajes tradicionais apresentados pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
 


Domingar

Os trajos de Domingo eram muito versáteis...

Para as gentes mais ricas, remediadas ou mais poupadas era uma boa altura de estriar as suas roupinhas novas, que para as ter tanto trabalho tiveram; guardavam-nas com muito cuidado nas suas arcas para depois as vestir, pois tiveram muito trabalhinho para as ganharem. Aqueles que tinham poucas posses ou cuja vida não corresse muito bem, simplesmente lavavam as suas roupas de cote e lá se aprontavam com um pouco mais de requinte que os dias de semana: os homens colocando um relógio de bolso e um chapéu mais vistoso, as mulhes uns brincos, o seu cordão ou um cachené mais garrido.

Todos os jovens tinham de estar muito bem arranjados pois chegara o dia em que podiam bailar com o seu namorado ou mesmo namoriscar às escondidas dos pais ou "guardadores", embora também o fizessem à semana.

As mulheres mais remediadas podiam vestir saias de fazenda, fioco ou de algodão com fitas de cetim e/ou veludo. Os aventais podiam estar ausentes ou então possuiam rendas, entremeios e/ou nervuras, alguns com bonitos bordados, desprovidos de bolsos, servindo mesmo apenas de adereço. Vestiam blusas de algodão, seda, chita percal ou mesmo de linho, bordadas e rendadas; podiam vestir tanto saiotes de flanela como de algodão, usando combinação. Na cabeça usavam um cachené ou um lenço de seda. Umas calçavam chinelas, outras sapatos de atacador ou botão, com ou sem meias, lisas ou rendadas. Geralmente usavam sempre um xaile ou uma capa de lã preta. As mulheres mais pobres vestiam o seu trajo de cote: saia de riscado, merino, fazenda ou algodão, blusa de riscado, chita, popelina ou gorgorina, avental de chita, algodão ou riscado e saiotes de algodão ou flanela rendados; calçavam tamancos ou socos com ou sem meias de algodão lisas ou de lã; na cabeça usavam o seu cachené mais garrido. Podiam ainda usar uma capucha.

Era usal ver-se raparigas sem lenço, mostrando assim os seus bonitos cabelos apanhados, com uma rede, ganhos e travessas de osso, pois tão bem os protegeram no trabalho com um lenço. No entanto, como o lenço ou os véus eram imprescindíveis à missa, algumas quando de lá saiam ponham-nos pelas costas, dando um nó na ponta, ou prendendo no cós da saia. O véu era apenas usado para a missa. Também aquelas raparigas cujos pais eram mais tolerantes, andavam sem meias, mostrando assim as suas canelas que andaram a proteger com meias de lã ou algodão do mato da serra.

No caso dos homens, vestiam o seu trajo de cote (no caso de serem mais pobres, envergando uma calça e um colete de cotim, serrubeco ou sarja, uma camisa de riscado ou algodão, tamancos ou botas, chapéu de feltro ou carapuço preto), ou roupas mais requintadas, com um casaco, uma camisa de linho e uma cinta com ponta caída, adornando assim o trajo.


Gentes Remediadas

Os mais ricos, poucos por estas bandas, eram aos domingos e outros dias festivos que vestiam os seus melhores trajos, os melhores casacos e as melhores saias mostrando sinal de riqueza, superioridade e respeito.

As mulheres envergavam blusas de seda, saias de gorgorão, brocado ou armur de seda, com fitas de veludo e/ou cetim, casaquinha de armur de seda, borcado, aveludada ou de lã, saiotes de algodão brancos, com rendas e entremeios, algumas com bolsas de pulso e lenços de seda. Calçavam meias de algodão lisas ou rendadas e sapatos de couro pretos, de atacadores ou botões, ou chinelas pretas. Também usavam um xaile, de merino ou de seda.

Os homens envergavam calças, colete e casaca, geralmente de serrubeco ou fazenda preta, com chapéu de feltro ou de coco, com camisa de linho ou algodão e sapatos ou botas de atacadores. No bolso, sempre o seu relógio.


Viuvez

Os viúvos trajavam sempre de preto, não havendo diferença entre o trajo de cote e o trajo domingueiro ou de festa. Por vezes, o seu trajo de casamento, quando de cor negra, servia para estas alturas.

A viúva usava um lenço na cabeça, sempre atado abaixo do queixo. Podia usar um xaile ou uma capucha, que aos dias de trabalho andava ao "óvezo" e aos domingos ou aos dias de feira, se a usasse, era ao direito.


Ver-a-Deus

Domingo significava Missa... E ninguém podia faltar...

Todo o povo, com os seus trajos de domingo, ia à missa...

Os homens quando chegavam à igreja tiravam o seu chapéu ou a sua carapuça; as mulheres, sempre com o seu xaile, chapuça ou com a sua capa pelas costas, tinham de levar sempre a sua cabeça tapada com um lenço, este último sempre com as pontas caídas sobre o peito (no caso de ser viúva, com um nó abaixo do queixo). As capuchas eram sempre retiradas ao entrar na Igreja.

Muitas das pessoas levavam consigo o seu terço e o missal, para aquelas que sabiam ler.

 


Início>>>
 
Casamento>>> Feira>>> Romaria>>> Trabalho>>>
Fonte: Sítio do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

 
Menu Trajes


 
Pub  

 

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster