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O trajo no
casamento envergado pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
remonta ao início do séc. XX, em que ambos os noivos trajavam de preto.
Estes trajos davam posteriormente para dias festivos, domingos,
Ver-a-Deus, romarias ou feiras, e mesmo para a mortalha.
A mulher, nesta recolha, vestia saia e casaquinha do mesmo tecido
(brocado), cuja saia era adornada por uma fita de cetim e botões
forrados com o mesmo tecido da saia. Usava ainda uma blusa de seda
branca abotoada de lado e com peitilho nervurado. Usava combinação de
algodão branco com rendinha fininha e saiote de algodão branco com
pregas no fundo, rendas e entremeios. Na cabeça usava um lenço de seda.
Calçava meias de renda de algodão brancas, feitas à mão, e umas chinelas
pretas ou uns sapatos pretos com atacadores. Debraçado levava um xaile
de seda, e na mão um ramo, que poderia ser de flores naturais ou de
papel, confeccionadas pela própria noiva. Por vezes, e consoante a
posse, levava algum ouro, ou pelo menos o seu cordão, e uns brincos,
também em ouro.
O homem trajava de fazenda ou burel tingido a preto, onde as calças e o
casaco eram adornados com fitas de cetim pretas. O seu colete era de
cetim beche. A sua camisa, com rendinhas, era de algodão branco ou de
linho. Usava um chapéu de feltro, meias de algodão e sapatos pretos. Por
vezes, levava um chapéu preto que, para além de guardar da chuva, também
guardava do sol, protegendo assim o novo casal.
No caso de ser uma casa pobre, na maioria dos casos, era já uma regalia
a noiva levar apenas um cachené novo para a missa!
Muitas outras variantes de traje no casamento existiam: saias e
casaquinhas de cor de mel, de alfarroba, cinzentas ou de cor creme.
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