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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Trajes Tradicionais -  Concelho de Águeda
Descrição dos trajes tradicionais mais característicos e significativos
Traje de Varina e Gabão Bairradino
 
Traje de Varina

É um tipo muito distinto dos aqui apontados.
Ainda que não pertença a esta região essencialmente ribeirinha, torna-se necessário fazer-lhe a precisa referência para este estudo ficar completo e para que as características que distinguem o nosso povo desde o Caramulo até ao Mar sejam evidentes.
É que na formação do núcleo populacional de Águeda há notável influência beiro-marinhoa. Na Águeda antiga o barqueiro, a regateira (vendedeira de peixe) e o almocreve, foram os agentes criadores do seu tipo etnográfico.

Chinela de verniz sem desenhos nem recortes, biqueira fina, salto elegante. Saia por meia perna, com pouca roda, axadrezada, faixa preta a apertar levemente a anca onde poisa a delicada cinturinha, blusa solta na frente sob o tecido da qual o seio arfante se delineia com brandura, decote pequeno onde brincam anéis de ouro, o medalhão herdade da família, uma peça antiga a prender dos lóbulos transparentes dos orelhas, uns brinquinhos simples sem arrebites nem espalhafatos, na cabeça um lenço de cache-nez de desenho muito característicos, a cair sobre o ombros e a esvoaçar sob o chapeuzinho de aba pequena e copa baixa onde a rodilha se queda, graciosamente à espera da canastra de bordos baixos.

   
O Gabão Bairradino

O Gabão é uma remota vestimenta, presumivelmente oriunda dos varinos de raça pelasgia (do norte da Grécia) que vieram fundar povoados à foz do Vouga e que foi conhecida e usada pelos romanos como o comprova o facto de se encontrar esculpida na Coluna do Trajano em Roma, no ano 112 da nossa era – uma figura vestida com um manto especial a que não falta capuz e parece ter romeira.
O Gabão – mistura feliz de veste monástica e de traje civil medieval, a capa com mangas e capuz, usada durante toda a Idade Média em todos os países da Europa e também em Portugal.
É uma peça de grande carácter que durante muitos longos anos foi usada por pobres remediados. Nasceu na Ria de Aveiro, na terra dos varinos, isto é, na terra das gentes da beira mar.
O Gabão é uma capa bastante ampla e rodada, descendo quase até aos tornozelos, com farta romeira ou cabeção curto e recortado, mangas largas e capuz em bico. É aberto à frente de alto a baixo, é aconchegado ao pescoço por um colchete terminando por uma cadeia, ou por um alamar, ambos em metal ou às vezes de prata. Pode apresentar-se forrado de castorina, beata ou mesmo seda. De cor castanha, feito de surrobeco ou burel (o gabão de trabalho) é o mais característico das gentes do bairro piscatório da beira-mar em Aveiro ou dos trabalhadores de toda a Bairrada.
De cor preta feito em boa fazenda de lã acetinada ou merino ( o gabão dos ricos) era usado pelos janotas de todas as regiões, onde constituía um elegante agasalho.
Entre os habitantes que viviam nas cercanias da Ria de Aveiro se conta o "Aguedense" mais barqueiro do que pescador e mais agricultor que barqueiro, mas em todos eles o traje é muito semelhante: - os homens usam o gabão comprido até aos pés com mangas e capuz, peça de grande carácter que tendo irradiado da região da Ria para todo o país, teve extraordinária difusão, cerca do ano de 1900.
A propósito, quero afirmar que muitas e muitas vezes, entre os anos de 1920 e 1930 tive ocasião de ver chegar a Aveiro os barqueiros de Águeda vestidos de gabão de burel cingido ao corpo, quando vinham atracar os seus barcos ao cais do canal central para descarregarem a lenha e a carqueja que ali vinham vender perto do largo do Rossio.

 
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