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Traje feminino de romaria e festa da Póvoa de Varzim

O colete da mulher da Póvoa, de cor vermelha, ultrapassa a linha da cintura, utilizando atilhos para melhor enformar o corpo ao gosto e ao modo da sua utilizadora. A saia branca, muito rodada e vincada em cós plissado que ajusta e marca a silhueta feminina.

Ao pescoço usa um lenço de forma quadrangular de algodão branco e na cabeça um lenço preto, também conhecido como cachené, estampado de vermelho com motivos florais. À cintura o “ourelo”, um cordão feito de fios de lã de várias cores, completa o conjunto.

No traje masculino de romaria e festa da Póvoa do Varzim a camisola tricotada do pescador pelas mãos hábeis da mulher, reduz o seu corte ao essencial, uma abertura na cabeça, cavas e costuras laterais, sendo a gola virada. Os atilhos permitem utiliza-la aberta ou fechada. Os motivos decorativos, a vermelho e preto, identificam de imediato a profissão do seu utilizador, reconhecendo-se motivos náuticos, a coroa, as armas reais e as célebres “siglas”. Estas constituem sinais próprios de cada família e são utilizadas tanto no vestuário como nos apetrechos de pesca, marcam a tradição e traduzem o orgulho ancestral pela profissão com o mesmo sentido de dignidade e honra dos brasões nobiliáticos.

As calças, são apertadas nas costas com presilha e fivela, sendo largas em baixo para poderem ser arregaçadas. À cintura, o homem poveiro enrola uma faixa de algodão de cor natural e na cabeça usa o “catalão”, um barrete de cor vermelha que ressalta na alvura do traje.

A cor branca destes trajes indicia a proximidade do mar e das areias, pois o trabalho na terra não permite o uso de tonalidades claras e o sal mancha as cores escuras.

 

Traje de varina do Porto

Este traje indica o tipo de trabalho da utilizadora, já que anda descalça ou em chinelas, permitindo grande mobilidade e leveza no andar. Usa a saia comprida e rodada, atada com uma faixa que lhe segura o ventre. O colete ajustado com atilhos sobre uma blusa ampla, permite adapta-lo ao corpo, à medida das necessidades. Enverga lenço e chapéu com rodilha, o que lhe facilita andar com a canasta à cabeça na venda ambulante pelas ruas da ribeira.  

Os trajes pertencem ao Rancho Folclórico "Os Rancheiros" do Grupo Cultural de Vila Fria - Oeiras 
As fotos e as descrições foram-nos enviadas por este Rancho

 
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