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Capa com capuz, ou «crapucha», que
usam as mulheres no Jarmelo (Beira), sobretudo em enterros;
creio que é o mesmo que capucha; usada por uma noiva, à volta de
1880, na Rapa: espécie de capa de pano preto, guarnecida de
veludo, mas sem coca [côca], posta pelo ombro, e de que há
exemplares ainda em 1918; de coca, também no Ervedal. Em
Celorico da Beira, ainda por 1870, as senhoras e as mulheres do
povo mas assenhoradas usavam mantilhas para ir à missa, à
confissão, a visitas, mas sobretudo à igreja. Era uma capa de
pano preto que cobria o corpo todo até aos pés, e tinha em cima
uma coca de papelão, a qual podia ser de duas formas: arqueada e
bicuda. A mantilha arqueada chama-se de arco, e a bicuda,
de bico. Parece que as de bico são de origem anterior. |
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Usavam indiferentemente uma e outra. Envolviam o corpo todo,
porém não tinham colchetes nem botões, fechavam-nas com a mão
adiante.
Muito parecido com este é o trajo de
missa no Fratel, aldeia do concelho de Vila Velha de Ródão. Usam
a mantilha, que chega só até às ancas, com saia preta, blusa
preta, meias e sapatos igualmente pretos. Só se usa a coca de
arco. Ainda é usada em 1968 pelas mulheres mais velhas (para
cima de quarenta anos) e tanto quanto se sabe tem-se usado só
para ir à missa. As fotografias [ver ao lado] foram obtidas
junto da Capela do Espírito Santo, no Fratel, em Agosto de 1944.
No Mação usam, segundo Alberto Pimentel, capucho e mantilha
(estes como os do Fratel). |