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Trajo de mulher no trabalho de campo na Vidigueira: dobra-se
para diante a parte traseira da saia e para trás a dianteira,
ficando atadas em volta das pernas com ourelos ou cordões de
linha e presas com um alfinete, ao que chamam calças, fazendo
isto para que as saias não se estraguem, andando de rojo. Usam
sapatos grossos e chapéu de pano sobre o lenço de sarja atado
atrás, na nuca: por causa da chuva e do sol. Também usam
antiparra, que são polainas feitas de um chapéu velho,
dividido ao meio, e atadas com um cordão. |
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Nos braços trazem
mangueiras de riscado, que vão da articulação do antebraço
até ao punho, onde apertam com marcas (botões de osso).
Nos dedos trazem três canudos, no mínimo ou meiminho, no anular
e no médio, e às vezes uma dedeira de couro no índex, a qual vem
ligar-se com uma correia ao pulso. Só o pólex fica sem nada.
Trazem também ao bescoço um lenço de malha, no Inverno
(monda), caído nas costas, e xailes grandes, em bico, se chove.
Usam uma saia de castorina (encarnada geralmente), à roda da
cintura, caída como cauda, por causa das chuvas e do frio – na
monda e na azeitona. |