[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Trajes - O Trajo Português Pub
Pub Trajos do Alentejo  
  Trajo dos homens no trabalho do campo

Trajo dos homens no trabalho do campo:

a)   De Verão (ceifa ou aceifa, eiras ou debulha, esborralhar as vinhas, isto é cavar de novo para tirar as ervas): chapéu de pano (nunca se usa por aqui chapéu de palha), e um lenço ao bescoço por mando suor (por amor do suor), camisa e camisola de riscado (sem colete, nem vestia, nem cinta: quando voltam para casa, põem a vestia ao ombro, e a ferramenta em cima); ceroulas e calças, peúgos e sapatos grossos. A murça da camisola é às vezes bordada de cor (azul e vermelho); a camisola abre adiante e tem botões: outras vezes tem só botões na murça, atando-se com um nó nas pontas em baiso.

Na ceifa, canudos em três dedos e dedeira no dedo grande polegar») e no índex – da mão esquerda. Na ceifa usam também uma alzubêra de veludo vermelho, às vezes muito ornada: trazem-na, atada à cinta com fitas, do avesso para não se desbotoar; anda nela o tabaco e os apetrechos de fumar (talisguinha de veludo com o fuzil, isca, pederneira; ou a fuzileira, que é um saquinho de couro com três divisões, para os três apetrechos). Quando se vão embora, metem também na algibeira as dedeiras e os canudos. Na hora da comida enfiam os canudos no bico das foices e atam as dedeiras ao cabo do mesmo instrumento (Vidigueira).

b)   De Inverno (cavar, passar terra, isto é, cavar muito fundo para vinha, etc., podar, charruar, lavrar, atalhar, isto é, cortar as terras novamente, etc.): na cabeça, gorro (carapuça ou barrete saloio) sempre preto por fora e pinhão por dentro; samarro [com aldrabonas (de dragonas?)] sobre os ombros e abertos debaixo dos braços; fecha em cima com botões de couro, aberto na frente, cortado ao meio do abdómen com uma aba larga caída até à curvatura dos joelhos (casaca de abas largas!) por baixo, camisola, colete sob esta, camisa, calças de Saragoça forte, ceroulas e acefões encorreados em volta da lã, sapatos grossos ou botas, que podem ser caneleiras (até ao meio da perna) ou joelheiras (até ao joelho).

 

Voltar para menu do "Trajo Português">>>
 

Informações retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
  Gosta da página? Partilhe!

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster