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(continuação...)
Hortaliças: Ólh´à cou-ve lombar-da! (1903); Mérc´à mão de náá-bos!
(1903); Méérc´ò mólho de náábos! (1903); Ólh´ò timááti, quem quér
timááti? O móó-di cinou-las… (1940); Ólh´àbóbra, quem quér abóóbra?
Côrteirão de pimentos… Ólh´àlfácia, quem quér àlfáácia…? (1940); Cá
estão nábos, cenouras, tomátes ou pepinosi tud´ô mais que a hórta dá!
(1940).
Laranjas: Mééc´à la-rããnja da Chii-na! (1864); Quem quér do rããmo?! Quem
quér larããnjas nóóvas?! (1940); É do rããmo!… Quem quér laranja bõõa?!
(1940).
Leite: Éééé, chêga lá vaquiii-nha, chêêga! – Anda lá, Rosita… Então
estás a fazer-te esquerda?! (estas palavras, este pregão de 1903, eram
dirigidas à vaca que o saloio trazia até à porta da freguesa. Leite mais
fresco não havia… Este uso de vender leite levando as vacas ou as cabras
às portas dos compradores, terminou em 1920, com proibição imposta por
lei, apesar de não serem raras as transgressões à mesma).
Marmelos: Óólha ô marméé-lo – assadiinho nô fôrno! (1940); Quem quér –
ôs ricos marmelos – assadiinhos no fôrno?!!! (1940).
Melancia e melão: Mérc-c´ ò par de melancii-as! (1903); Mérc-c´ ò par de
melõões! (1903); É da Váárzia… Melanci´à – fááca! (1903).
Mexilhão da Ribeira de Frielas: I-érre, I-éérre, me-xi-lhão! Ih!
Êrre-érre, mexilhão! P´r´à patroa i p´r´ò patrão!… (1903); Éérri éérre,
mexilhão! Cá está ô mexilhãão, óh mexilhãão! (1940).
Morangos: Mérc-c´ò cabáz de môran-gos! (1903); Ólh´òs môrãangos! São de
Siintra! (1940).
Ovos: Mérc´à dúzia de óóvos! (1903).
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