(Continuação...)
Do falar arcaico no Termo e em desfecho final, recolhi alguns termos orais e escritos (para isso tendo também recorrido a algumas bibliografia da especialidade: parcialmente ao interessante estudo de Maria Isabel Ribeiro, O Saloio de A a Z, em Boletim Cultural´93, edição da Câmara Municipal de Mafra. Esse trabalho baseia-se nos estudos anteriores de João de Almeida Lucas, O Falar Saloio, em A Língua Portuguesa: revista de Filologia: publicação mensal para o estudo, divulgação e defesa da Língua Portuguesa, vol. 2, pp. 65-72, 1930-31, e de João Paulo Freire, O Saloio: sua origem e carácter: fisiologia, psicologia, etnografia. Porto, 1948), com os quais compus um pequeno glossário de termos como homenagem à mais singular etnia luso-arábica que já conheci e a quem a cidade tudo deve: a Saloia.
Abafar = Tornar mais
confortável a casa, e, por extensão, resguardar
e aquecer o fermento para que levede. Ou, ainda,
nivelar o terreno com a grade.
Aboticado = Hipotecado.
Abrincadura = Brincadeira.
Acanho = Acanhamento.
Àcenha e cênha = Azenha.
Acólitos = Incógnitos.
Acolhia-se = Tirava-se.
Acostumar = Costumar.
Ajeitivado = Ajeitado, acomodado, posto a jeito.
Alembranças = Lembranças.
Alembrar = Lembrar.
Alemões = Alemães.
Alimais = Animais.
Álinterna = Lanterna.
Almaça = Tanque.
Almácega = Pequeno tanque ou lavadouro
particular.
Amanhem = Amanhã.
Amerdois = Ambos os dois.
Almuinha = Horta.
Andar na maltosinha = Andar com a malta, ou na
brincadeira, referindo-se a garotos.
Antoino = António.
Apartar = Dividir.
Aplique de proplexe = Ameaça de apoplexia.



