[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub
 
»» O SABER NÃO OCUPA LUGAR >> Textos, Opiniões e Comentários Pub
Pub
  UMA NOVA DINÂMICA PARA OS GRUPOS DE FOLCLORE (4)
A Festa Popular e o Folclore na viragem do século e do milénio"

Em todo o mundo e particularmente na Europa, o progresso social, cultural e técnico fez com que aquelas camadas sociais, a que ainda hoje chamamos “povo”, abandonassem os seus modos de vida tradicionais, muitos dos seus seculares usos e costumes, toda uma cultura popular tradicional que os caracterizava. A fuga dos campos para os centros urbanos onde a indústria ia ganhando campo, a passagem de grandes contingentes humanos da sua realidade rural a uma realidade operária, a implacável sedução que cada estrato social nutre pelos estratos que imediatamente lhe são superiores, as facilidades de comunicação de hoje, um mais fácil acesso à alfabetização e à instrução mínima... foram fenómenos sociais

que vieram, por vezes, desvirtuar e quase aniquilar as principais e mais individuais características da chamada “cultura popular tradicional”, logo, daquilo que entendemos como sendo o Folclore.

Sem dúvida que a criação – e, depois, a proliferação – de grupos de folclore é um salutar fenómeno, mas nem por isso deixa de ser um fenómeno saudosista: privados de, no dia-a-dia, daquilo que espiritual e sentimentalmente, social e culturalmente sempre caracterizara a Grei a que, desde sempre, haviam pertencido, as camadas populares – particularmente, as rurais – viram na prática das suas canções e das suas danças tradicionais e no uso dos seus trajes regionais que um grupo de folclore lhes proporcionava, um meio – talvez o único – de continuarem a pertencerem a essa Grei. Ao levarem até ao público mais ampliado e diversificado essas velhas canções e danças e esses belos e evocadores trajes, era, e continua a ser, uma mensagem de regresso a uma dada pureza de origem e de personalidade individual que eles, os grupos de folclore, estavam proporcionando. Aí reside, sem dúvida, o interesse e o entusiasmo que grande número de pessoas nutre pelo folclore.

Mas para que da música, das danças e das canções praticadas e dos trajes regionais usados pelos grupos de folclore grande número de pessoas pudesse usufruir, era necessário apresentar em público esses exemplos e aspectos da cultura popular tradicional. Esta exigência, aliás natural e justa, conduziu os grupos à invenção – ai de nós ! por vezes – dos chamados “festivais de folclore”.  O êxito dos grupos e dos festivais de folclore junto de largas camadas do público proporcionou – até porque há quem tenha descoberto que com o folclore se faz dinheiro e se ganha posição social – este vulcânico e trágico proliferar de grupos e festivais de folclore.
 

  <<<Página 3 +++ Página 5>>>

Aceder a mais TEXTOS e OPINIÕES


Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster