|
(...continuação)
São estes os vestígios de vivências que tiveram e de experiências que
ajudaram a crescer, as quais ainda hoje se encontram e se ouvem nos sons
das concertinas”
da região, repassadas destas memórias”, que marcam” de modo
indelével uma época historicamente difícil. (As andanças
dos “Ratinhos” por terras de Espanha, Alentejo e Borda d Água)
De qualquer modo, e em meu entender, a imagem dos ratinhos legada
à posteridade não será a mais correcta, pois foram gente que ajudou a
desbravar os nossos campos, a encher os nossos celeiros E não
eram uns coitadinhos, pois bastantes por aqui se fixaram, aqui
constituíram família, e descendentes seus vêm, aos mais diversos níveis,
ocupando cargos de alta responsabilidade. Em meu entender, a imagem
do trabalhador mal vestido, que não precisa de se lavar, que se alimenta
mal e não puxa pelos miolos, não corresponde totalmente à verdade.
Creio que não está feito um estudo sociológico sobre esta gente “sem
eira nem beira”, em “cujos olhos bailava a ternura e que na dor
aprenderam a sussurrar a palavra amor” (Aires Henriques). E
um passo em frente poderá ter sido dado agora em Montargil, (24/01/09)
quando na Casa Regional de Pedrógão Grande e o Grupo de
Promoção de Montargil se juntaram para precisamente falar do
Povo Ratinho. E um interessado grupo de pessoas (20) esteve atento
e conversou sobre um assunto já de aliciante, e que mais
enriquecedor se torna quando, como agora. vêm até nós conversar,
pessoas de elevada estatura cultural , e com
interesse e já algum estudo da matéria:
—
Escritor Adriano Pacheco, Dr.Aires Henrique (Presidente da
Casa de Pedrógão Grande), Engº João Coelho (Vereador do Município
de Pedrógão Grande), Fernando Coelho (que trabalhou como
ratinho na região de Tomar) e Dr.Ludgero Mendes
(personalidade bem conhecida no mundo ribatejano da cultura e não só)
À memória e à verdade na História devemos um estudo mais profundo sobre
a existência do Povo Ratinho.
<<<Página anterior +++
Página seguinte>>> |
|