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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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(...continuação)

São estes os vestígios de vivências que tiveram e de experiências que ajudaram a crescer, as quais ainda hoje se encontram e se ouvem nos sons das concertinas” da região, repassadas destas memórias”, que marcam” de modo indelével uma época historicamente difícil. (As andanças dos “Ratinhos” por terras de Espanha, Alentejo e Borda d Água)

De qualquer modo, e em meu entender, a imagem dos ratinhos legada à posteridade não será a mais correcta, pois foram gente que ajudou a desbravar os nossos campos, a encher os nossos celeiros E não eram uns coitadinhos, pois bastantes por aqui se fixaram, aqui constituíram família, e descendentes seus vêm, aos mais diversos níveis, ocupando cargos de alta responsabilidade. Em meu entender, a imagem do trabalhador mal vestido, que não precisa de se lavar, que se alimenta mal e não puxa pelos miolos, não corresponde totalmente à verdade.

Creio que não está feito um estudo sociológico sobre esta gente “sem eira nem beira”, em “cujos olhos bailava a ternura e que na dor aprenderam a sussurrar a palavra amor” (Aires Henriques). E um passo em frente poderá ter sido dado agora em Montargil, (24/01/09) quando na Casa Regional de Pedrógão Grande e o Grupo de Promoção de Montargil se juntaram para precisamente falar do Povo Ratinho. E um interessado grupo de pessoas (20) esteve atento e conversou sobre um assunto já de aliciante, e que mais enriquecedor se torna quando, como agora. vêm  até   nós  conversar, pessoas de elevada  estatura  cultural , e com interesse e já algum estudo da matéria:                       

Escritor Adriano Pacheco, Dr.Aires Henrique (Presidente da Casa de Pedrógão Grande), Engº João Coelho (Vereador do Município de Pedrógão Grande), Fernando Coelho (que trabalhou como ratinho na região de Tomar) e Dr.Ludgero Mendes (personalidade bem conhecida no mundo ribatejano da cultura e não só)

À memória e à verdade na História devemos um estudo mais profundo sobre a existência do Povo Ratinho.

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