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Montargil de antigamente - Maio
Mês de Maio mês de amargura ,ainda há
pouco era manhã e já é noite escura — assim dizia o povo na sua
enorme sabedoria. |
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O Carnaval / Entrudo - tempo de folia…e de
tradição
A
origem do CARNAVAL remonta aos ritos romanos que subsistiram com
o Cristianismo e abrangem todo um período de tempo imediatamente
anterior à Quaresma. Vai do Dia de Reis até
Quarta-feira de Cinzas, sendo os de maior relevo os três dias que
vão de Domingo-Gordo até terça-feira de Carnaval. Não tem data fixa,
dependendo do tempo da Páscoa. |
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A Tradição em debate
Entre as designações dadas a povos migrantes que
abandonaram as suas terras defrontando as maiores dificuldades para
garantirem a subsistência, temos entre outros, os RATINHOS, os
GAIBÉUS e os CARAMELOS - que assim nos são definidos... |
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Folclore - É importante
esclarecer
Vive um tanto de silêncios o movimento do Folclore no nosso País.
Há pontos de vista que se murmuram, sobre os quais se fala à mesa com
colegas de outras terras, aqui e ali chegam timidamente aos jornais. E
certamente os conselheiros técnicos regionais têm uma palavra a dizer,
até porque são da região. |
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A Páscoa no tempo e na História
Embora nesses tempos (1920/1930) a religiosidade fosse maior entre as
nossas gentes, pois para assistir a Missa ou mesmo rezar o terço muitos
eram os que vinham dos arredores (do campo) quadra da PÁSCOA já
tinha ultrapassado as fronteiras do religioso, pois a crentes e não
crentes se ouvia logo de manhã (domingo) o desejo de uma “Boa Páscoa”.
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A Serração da Velha
Trata-se de uma tradição muito antiga, datada possivelmente do século
XVII e que se festejava na noite de quarta-feira da terceira semana da
“Quaresma”. Era, como se deduz uma festa pagã, hoje quase desaparecida
no nosso país, festejava-se de maneira diferente de terra para terra,
tendo como ponto comum, o “testamento”. |
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Vamos lá conversar, que a conversar é que a gente se
entende
Os mais atentos, que em Portugal acompanham e vivem o
mundo do folclore, já se terão apercebido que o mesmo está repleto de
novas ideias, mas pena será que algumas venham ainda lançar mais
confusão num movimento que ainda se debate com a intromissão de uma
maioria não representativa, e se constata que muita gente que está nos
centros de decisão e faz as leis que nos regem - pelo menos tudo o
indica - não sabem o que é folclore. |
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Inventário
Nacional do Património Cultural Imaterial
Dando corpo a uma recomendação da UNESCO datada de
1989 e visando a organização de uma base de dados em linha de acesso
público prevista no Decreto-Lei Nº 139/2009, de 15 de Junho, o
Ministério da Cultura, através do Instituto de Museus e da
Conservação, prepara a constituição de um grupo de trabalho que se
responsabilizará pelo “ levantamento universal e de nível nacional do
património cultural imaterial”. |
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Subsídios para «O cantar e o bailar das “saias” em Montargil»
Com ou sem influência espanhola, sabe-se que as “saias” são uma moda de
raiz alentejana - que no Alentejo, segundo Tomaz Ribas, se bailaria já no
século X .Como se sabe que por força das migrações, e noutras formas, se
fixou também noutras regiões.
E em Montargil, como era? |
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O Natal de antigamente - Montargil
Estamos em MONTARGIL e o ano de 1930 está
quase a chegar ao fim. Continua a apanha da azeitona, e com a ajuda de
vacas e de bois tenta-se acabar a sementeira. Embelga-se e semeia-se
aproveitando bem o tempo - já que é neste mês que existe o dia mais
pequeno (em que acontecem os dias mais pequenos). |
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Gente de antigamente
Parece-me oportuno referir que os textos que, sem a devida sequência de
temas, estou enviando para publicação no Portal do Folclore Português,
estão entre os que, sendo fruto de 30 anos de pesquisa, integrarão o
livro GENTE DE ANTIGAMENTE. |
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Montargil
Trata-se de uma “zona de transição”,que
estando geograficamente inserida no Ribatejo, etnograficamente tem mais
a ver com o Alto Alentejo. Eu atrevo-me até a chamar-lhe o ALENTEJO DA
CHARNECA Já o saudoso amigo Tomaz Ribas dizia, isto quanto ao Ribatejo,
que Abrantes e Montargil tinham algo de muito diferente. |
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A Cortiça e a
Machada de Montargil
Em apontamento anterior, referimos que de
vários pontos do país aqui procuravam, pela sua qualidade de fabrico, as
“machadas” para tirar cortiça. No entanto, e a exemplo de outras artes e
ofícios, hoje apenas aqui existe uma loja de ferreiro e trabalhando em
especial na construção civil. |
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A Arte de tirar cortiça
Para muitos, o “trabalho de campo”é uma actividade reservada aos de
menor capacidade intelectual e inferir posição social, ignorando que
nalgumas situações se trata mesmo de uma ciência - não o será, por
exemplo, o “enxertar”? - e não raras vezes uma arte, como é o caso de “
retirar cortiça à mão”. |
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Montargil -
Ainda a alimentação do ZÉ
Sabe-se que as pessoas mais pobres viviam
com muita dificuldade, pois é verdade que nalgumas casas uma sardinha
era para duas ou três pessoas, e muitas vezes se comia o pão de milho
tendo o pão de trigo como conduto. Aliás, o meu pai nem queria ver o pão
de milho à sua frente, visto que fora só o que comera até aos vinte
anos. |
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Gentes de antigamente - Montargil - O Lazer
Não obstante o trabalho de sol a sol, e as mulheres ainda com o serviço
da casa, que aí os homens da altura não tocavam, inventava-se sempre
algum tempo para o divertimento, nomeadamente para o “balho” (baile ) e
para os “Jogos”, estes de uma maneira geral mais para os homens. É o caso
das “tabernas”, onde as mulheres não entravem, quando muito assomavam-se
à porta a chamar “ o seu/sê homem”,e onde se bailava o “fandango” e se
cantava a “desgarrada” e mais tarde o “fado”. |
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