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Parece-me oportuno referir que os textos que, sem a devida sequência de
temas, estou enviando para publicação no Portal do Folclore Português,
estão entre os que, sendo fruto de 30 anos de pesquisa, integrarão o
livro GENTE DE ANTIGAMENTE.
Certo que uma festa do Folclore é sempre uma homenagem às gentes de
antigamente, se bem que centrada nos seus tempos lúdicos e de lazer, mas
não podemos ignorar a sua vida de trabalho, de muito suor e lágrimas se
bem que arranjassem sempre tempo especialmente para o balho.
Talvez porque assim era uma maneira de vencer a dureza do trabalho,
diziam-ma as gémeas Margarida e Ramira, que muito me falavam sobre a ida
às vindimas. Eram dois dias de caminho, a pé, com o farnel à
cabeça e dormindo no caminho,”ao tempo”. E aos 6 anos já apanhavam
tremoços. Por sua vez, a senhora Joaquina Fidalga dizia-me que
aos 11 anos começou a apanhar azeitona e a arrancar mato. E que era um
luxo ter um bocado de pão de trigo para servir de conduto.
É preciso
contar às novas gerações a história desta GENTE. E tudo faremos para que
isso aconteça!
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