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nas Comemorações dos Centenários da Fundação (1140) e da Restauração de
Portugal (1640), com um momento alto na apresentação da Exposição do
Mundo Português (1940); nas Festas do Barrete Verde e das Salinas
(Alcochete - 1941);
nas Festas do Colete Encarnado (V. F. de Xira - 1932); na Festa do
Campino (Coruche – 1945); nas seculares Festas dos Tabuleiros (Tomar),
Feiras de S. Martinho (Golegã) e de Todos-os-Santos (Cartaxo), para além
de outras iniciativas que decorreram sem carácter de regularidade, em
articulação com a Junta de Província do Ribatejo.
Curiosamente, dentre estas, em plena II Guerra Mundial, constata-se a
realização da Exposição-Parada Agrícola-Pecuária de Santarém e da Parada
Folclórica e Cortejo do Trabalho (1940), integradas nas Festas
Provinciais do Ribatejo, que continuaram o “efeito de montra regional”,
precedendo tematicamente a Expo-Feira de Pecuária (1946) e um outro
grande momento de reflexão e envolvência dos líderes e pensadores desta
zona nas diversas sessões do II Congresso Ribatejano (1947), organizado
pela Casa do Ribatejo (1943, Lisboa), agora sob uma nova e legitimada
condição administrativa, finalmente: a Província do Ribatejo
(31/12/1936).
Sob a batuta da Junta de Província do Ribatejo, toda a década de 40
assistiu ao desenvolvimento de eventos, ainda que pontuais, mas que
foram impondo uma “lógica da prática”
de delimitação e afirmação regional que se estendeu para a década
seguinte com a Feira Franca - Exposição Industrial, Comercial e Agrícola
(1950) e que a Feira do Ribatejo, por iniciativa da Câmara Municipal de
Santarém, veio reforçar e legitimar, devido à sua institucionalização
anual e ao seu redimensionamento, a partir de 1963 - com um âmbito
nacional - posicionando-se, assim, como a charneira das Feiras
portuguesas a nível Internacional: Feira do Ribatejo (1954) e Feira
Nacional de Agricultura (a partir de 1964).
De facto, a Feira do Ribatejo sintetizou todo um conjunto de interesses
e interessados regionais como expressão anual dos valores, capacidade
organizativa e empreendedora do Ribatejo.
Assente inicialmente nos modelos experimentados pelas Exposições, Feiras
e Paradas de 1926, 1936, 1940, 1946 e 1950, a sua Comissão Organizadora
cedo percebeu a força que esta estrutura regional podia desempenhar aos
mais variados níveis, como montra periódica do desenvolvimento e
visibilidade regional, nacional e com alguns apoios internacionais.
A região tinha agora uma grande montra regular para mostrar parte das
suas capacidades e características… |