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Distante vai o tempo em que as tradições populares eram catalogadas em
províncias como se entre elas se erguessem barreiras culturalmente
intransponíveis. Por conseguinte, Ourém beneficia não apenas de uma
centralidade geográfica como ainda cultural, entendida na sua vertente
etnográfica. E, a documentá-la, encontra-se a diversidade de costumes e
tradições transmitida pelos seus grupos folclóricos nomeadamente através
dos trajes que exibem e das suas danças e cantares.
É ainda no Concelho de Ourém que se situa o Santuário de Fátima, muito
apropriadamente considerado o Altar do Mundo e para o qual convergem,
todos os anos, centenas de grupos folclóricos provenientes das mais
diversas regiões do país que ali vão em peregrinação.
Para além da sua vertente espiritual, as aparições na Cova da Iria
proporcionaram a preservação de importantes fontes documentais que
atualmente asseguram a autenticidade do nosso folclore, dos modos de
vida das nossas gentes nos começos do século XX, da sua forma de vestir
e da sua mentalidade. Com a maior probabilidade, o Concelho de Ourém
constitui a região do país etnograficamente melhor documentada, o que
lhe permite suportar um trabalho sério e rigoroso de representação
folclórica.
Todos estes fatores concorrem para que Ourém se torne um grande palco
das tradições folclóricas e etnográficas do povo português. Mais ainda,
tirando partido da política de internacionalização que muito
apropriadamente vem sendo seguida, Ourém reúne todas as condições para
se constituir o ponto de encontro de todos os povos e culturas do mundo,
abraçados num ideal de paz que o folclore promove e Fátima abençoa.
Assim queiram os oureenses! |