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(Continuação...)
Tempos houve, porém, em que existiram moinhos de maré nos estuários de
quase todos os rios portugueses. É, aliás, bastante provável que ainda
alguns casos recuperáveis. Contudo, apenas se conhece as “Azenhas de
D. Prior”, na foz do rio Lima, que não obstante a designação também
constitui um moinho de maré. De resto. A edilidade vianense decidiu
recuperá-lo e constitui actualmente um pólo museológico e de animação
cultural aberto ao público.
Naturalmente, nem todos poderão ser recuperados para fins didácticos.
Mas, os espaços de que geralmente dispõem, quer no interior como no
exterior, associado à magnífica paisagem que deles se desfruta e ainda à
possibilidade de aproveitarem as marés para o próprio consumo
energético, poderiam possibilitar a sua utilização para fins turísticos,
permitindo dessa forma a sua reabilitação e a valorização das regiões
que ainda os possuem.
No caso
do rio Lima, a utilização para fins culturais das “Azenhas de D. Prior”
poderiam vir ainda a ser complementadas com a recuperação das marinhas
de sal outrora ali existentes e, num plano mais vasto e integrado de
aproveitamento cultural e turístico do rio Lima, incluir a recuperação
dos antigos cais e ancoradouros, de Viana do Castelo a Ponte de Lima,
sem esquecer a adaptação a metro de superfície da linha férrea do Vale
do Lima cuja construção não chegou a ser concluída. |