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»» O SABER NÃO OCUPA LUGAR >> Textos, Opiniões e Comentários Pub

A Opinião de Carlos Gomes (*)

Se quiser comentar algum dos artigos de opinião do Dr. Carlos Gomes, envie-nos um email. Será, posteriormente, publicado online.  
»» Os desafios do Regionalismo no século XXI
O regionalismo minhoto e, de uma forma genérica, todas as “casas regionais” existentes em Lisboa, carecem de renovação – de pessoas, de métodos e sobretudo de ideias – que implique uma nova forma de orientação, mais consentânea com os tempos que correm e com as transformações que estão a verificar-se na sociedade portuguesa.
»» A arquitectura e a engenharia na criação da casa tradicional
A concepção de casa tradicional do ponto de vista arquitectónico assenta na reunião das linhas estéticas do edifício que variam consoante a região e os hábitos culturais onde se insere. De igual modo, a engenharia que é empregue na concretização do projecto arquitectónico corresponde às exigências naturais e culturais que presidem à sua construção, nomeadamente as características dos materiais e as suas necessidades de utilização.
»» Cultura do Chícharo renasce em Alvaiázere
O chícharo é um legume seco muito apreciado pelas gentes das aldeias serranas das beiras onde os solos são áridos e pobres e a abundância de rochas calcárias torna-os menos férteis. Sem necessidade de grandes cuidados nem terra com muito amanho, esta leguminosa enfrenta a seca como o beirão resiste à vida árdua de uma lavoura cuja abundância pouco vai além de um punhado de chícharos.
»» Folclore de Olivença: entre o Alentejo e a Extremadura Espanhola
O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes
»» A construção do Folclore na evolução do Homem
O homem, considerado na sua individualidade, representa uma espécie de microcosmos da Humanidade, portanto entendida esta como o seu próprio macrocosmo. Partindo deste princípio, concluiremos que entre as realidades inerentes às duas condições apenas se coloca uma questão de escala, a tornar os objectos apenas diferentes quanto à sua grandeza e dimensão.
»» Como era usado o lenço tabaqueiro?
Desde que o Homem sentiu a necessidade de se cobrir e agasalhar, começou a partir de folhagem e peles de animais por criar as peças de vestuário de que necessitava. Caso pretendêssemos recuar a esse tempo na reconstituição dos usos e costumes dos nossos ancestrais, esse seria certamente o primeiro traje que nos caberia reproduzir.
»» Faróis são sentinelas do mar
Desde tempos imemoriais, a luta pela sobrevivência levou o Homem a trocar a terra firme pelo ambiente hostil do mar, aventurando-se na imensidão desconhecida – o mar é tão rico em alimento como é em perigos!
»» Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico
Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima. Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação.
»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.
»» A Etnografia estuda o Povo e não o indivíduo isolado
A propósito do fato do morgado de Covas
É o povo enquanto grupo social, visto numa perspectiva de conjunto, analisando a sua identidade étnica, as suas origens, os seus usos e costumes que constitui o objecto de estudo da Etnologia e, consequentemente, da sua própria descrição ou seja, a Etnografia.
»» O Folclore e a sua representação - Musealização e Estilização
O advento da indústria na segunda metade do século dezanove arrancou à terra milhões de camponeses para engrossar as fileiras de um enorme exército de operários que asseguraram o funcionamento de grandes fábricas onde todos os bens passaram a produzir-se numa economia de escala.
»» No Centenário da Implantação da República: Folclore e Política - As Políticas do Folclore
Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, existiu um “grupo de danças” que então apresentava coreografias assaz curiosas, alegadamente baseadas no folclore minhoto. Entre outras bizarrias, dançavam uma chula na qual, os dançarinos, empunhavam foices e martelos, estilizados, construídos em madeira...
»» A Toponímia e a Etnografia - Olivença recupera toponímia portuguesa
A designação de um local ou sítio está invariavelmente ligado à sua descrição física ou associado a algum sucesso que ali tenha ocorrido ou a alguém que por algum motivo lhe tenha conferido notoriedade. Em face disso, podemos sempre daí retirar alguma informação que nos ajude a compreender as suas origens ou a sua natureza geográfica.
»» Nem tudo quanto a concertina toca é folclore
O Minho caracteriza-se no que ao folclore e à etnografia diz respeito pelo colorido exuberante dos seus trajes e a alegria jovial das suas danças e cantares. Não existe, porventura, região do país onde a representação do folclore seja vivida tão intensamente nas suas festas e romarias,
»» Técula-mécula: o símbolo da doçaria de Olivença
Pese embora a influência sobretudo extremenha resultante de mais de dois séculos de ocupação ao longo dos quais foi incentivado o povoamento por pessoas oriundas de outras regiões de Espanha, persistem ainda em Olivença marcas visíveis da cultura portuguesa, nomeadamente na sua gastronomia tão caracteristicamente alentejana.
»» A influência da moda no Folclore
Os grupos folclóricos constituem repositórios dos usos e costumes de uma região ou localidade determinada e com referência a uma época que deve ser identificada. Por conseguinte, desde que se apresentam trajados – e não apenas em palco – devem cuidar da sua aparência para que a representação que fazem seja coerente e, dessa forma, conferida de dignidade.
»» Casa de Ourém foi dissolvida
A Casa de Ourém, em Lisboa, encontra-se em fase de dissolução. O remanescente está a ser inventariado a fim de se incorporar no património da Câmara Municipal de Ourém. O seu espólio é destinado à Biblioteca Municipal, o Arquivo Histórico e Museu de Ourém, sendo que nalguns casos será encaminhado para instituições de beneficência e outras associações oureenses.

(*) Licenciado em História

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