|
|
»»
Será a defesa da
autenticidade no Folclore uma causa perdida?
A preocupação relativamente à necessidade de se preservar
a autenticidade dos usos e costumes do
povo na representação dos grupos
folclóricos parece ser uma batalha perdida. |
»»
Congresso de Etnografia e Folclore de Braga, em 1956,
foi analisado pelos Deputados da Assembleia Nacional
É frequente, nos dias que correm, o termo folclore ser empregue
depreciativamente nomeadamente por parte de quem mais responsabilidade
possui na defesa do nosso património cultural. Mas nem sempre foi assim…
|
»»
Homenagem aos pescadores que não temem o mar!
Como disse o sábio grego Platão, existem no mundo três
espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar. Essa
verdade torna-se particularmente evidente quando, na praia, as
mulheres aguardam ansiosas o regresso dos pescadores, trazendo consigo o
peixe que há-de ser o seu sustento. |
»»
A Etnografia no Postal
Ilustrado
Desde
os tempos mais remotos, o Homem procurou sempre conhecer diferentes
terras e culturas, partir à descoberta de outras civilizações e povos
com outros usos e costumes, tendência que foi sempre acentuada com o
desenvolvimento da actividade mercantil, nomeadamente as grandes rotas
comerciais e o estabelecimento das feiras medievais. |
»»
A importância cultural da Antroponímia
O acto de atribuição do nome próprio a um indivíduo à sua
nascença ou à beira da pia baptismal não constitui mais um procedimento
administrativo como se de um mero registo de matrícula se tratasse mas
antes um ritual através do qual o recém-nascido recebe uma identidade
que o acompanhará durante toda a sua vida e para além dela, enquanto a
memória dos outros seres humanos perdurar. |
»»
O Folclore e a divisão
social do trabalho
A divisão social do trabalho constitui uma das
características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios
levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns
indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se
dedicarem quase exclusivamente. |
»»
Devem os Grupos
Folclóricos profissionalizar-se?
Numa sociedade assente na economia de mercado, quase todos os bens de
consumo são transaccionáveis ou seja, constituem uma mercadoria sujeita
às leis da oferta e da procura. Entre eles encontra-se, como não podia
deixar de suceder, a própria cultura cujo acesso depende de igual forma
da capacidade económica do potencial consumidor. |
»»
Porque os políticos
desprezam o Folclore?
Uma vez mais, por ocasião da passagem de
ano, a comunicação social vai mostrar-nos um grupo folclórico
proveniente de uma região algures do país a cantar as janeiras ao
Presidente da República e ao Primeiro-ministro e a serem recebidos com
grande hospitalidade nas respectivas residências oficiais. Trata-se de
um momento particularmente enternecedor porquanto ficamos plenamente
persuadidos de que, ao receber em suas casas a gente simples que lhes
bate à porta para... |
»»
Folclore: das Paradas
Agrícolas aos Cortejos Etnográficos
Os cortejos etnográficos constituem um
espectáculo geralmente muito apreciado do público, mesmo
comparativamente às exibições de ranchos folclóricos, vulgarmente
designadas por festivais. Em diversas localidades do país, eles integram
as respectivas festividades, atraindo milhares de forasteiros e
tornando-se, quase sempre, um dos momentos mais apreciados do público.
São exemplo o cortejo nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, em
Viana do Castelo e nas
Feiras Novas, em Ponte de Lima. |
»»
O Folclore virou
mercadoria da sociedade de consumo
Mais do que uma forma de representação das nossas tradições populares, o
folclore tem vindo cada vez mais a transformar-se numa mercadoria e a
proporcionar o aparecimento de novas profissões a ele associadas, com
especial incidência para as que se relacionam com a actividade dos
ensaiadores, dos tocadores e dos próprios empresários do folclore, ou
seja, aqueles que dirigem os respectivos grupos e fazem a gestão dos
seus contratos. |
»»
As origens pagãs do
Bolo-rei
À semelhança do que sucede com a
generalidade dos costumes actuais, perde-se no tempo a verdadeira origem
do bolo-rei, da mesma forma que também este apresenta formas e
designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra
mantém-se a tradição de comer e efectuar corridas com panquecas por
ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades
de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que
outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e (...) |
»»
A Coroa do Advento
A Coroa do
Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o
nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro
tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o
Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família
reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. |
»»
Etnografia e Artes Gráficas
Não
existe praticamente festa ou romaria, feira tradicional ou festival
folclórico que não tenha o seu próprio cartaz a anunciar o evento e a
divulgar o respectivo programa. Desde os mais simples aos melhores
elaborados do ponto de vista gráfico, todos revelam uma preocupação de
natureza publicitária que consiste em dar a conhecer a iniciativa e
garantir o seu êxito em termos de participação do público. |
»»
Óculos são último "grito da moda" no folclore
Os óculos coloridos e rectangulares constituem o mais recente grito
da moda em muitos ranchos folclóricos. E, o mais curioso, acompanham
com qualquer traje feminino, seja ele do Minho ou do Algarve, da Beira
Litoral ou do Ribatejo – é um acessório típico de todas as regiões do
país… |
»»
Portal do Folclore - 10
ano ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa
Passam precisamente
dez anos desde que o “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore
Português” iniciou a sua actividade. Este Portal encontra-se
on-line desde 1 de Novembro de 2000, constituindo já um caso de
longevidade inclusive no domínio virtual. Este constitui um projecto
único e inovador, sem paralelo nomeadamente a nível internacional,
atendendo ao seu carácter multifacetado. |
»»
A Feira das Mercês: um anacronismo que perdura!
A feira das Mercês, no concelho de Sintra, constitui desde há muito uma
das mais genuínas feiras da região saloia. Desde o século XVIII que, na
segunda metade do mês de Outubro, os agricultores ali acorrem para
vender os seus produtos e divertir-se. Por esta altura já se bebe a
água-pé. |
»»
Ourém: as influências no Folclore numa região de
transição
Em torno do velho burgo medieval onde repousam os restos mortais de D.
Afonso, IV Conde de Ourém e primogénito da Casa de Bragança, estendem-se
os vastos solos agrícolas e florestais do Concelho de Ourém desde as
margens do rio Nabão e os limites do Concelho de Pombal ao maciço
calcário estremenho onde em Fátima se ergue o magnífico Santuário aonde
acorrem peregrinos de todo o mundo e de todas as crenças. |
»»
O que foi a colonização interna ?
A desertificação do interior constitui uma das
realidades com que frequentemente nos insurgimos em resultado de
políticas que consideramos erradas do ponto de vista demográfico. Na
realidade, o que pretendemos criticar é o despovoamento do
interior porquanto a desertificação diz mais directamente
respeito aos processos errados de cultivo e de gestão dos solos que
levam à sua infertilidade e consequente avanço do deserto que abraça as
regiões mais equatoriais e que, presentemente, ameaçam a própria
Península Ibérica. |
(*) Licenciado em História |
|
Página seguinte>>>
|
|
Textos e opiniões de outras
pessoas>>> |
|
|
|
Pub |
|
|
|
|