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»» O SABER NÃO OCUPA LUGAR >> Textos, Opiniões e Comentários Pub

A Opinião de Carlos Gomes (*)

Se quiser comentar algum dos artigos de opinião do Dr. Carlos Gomes, envie-nos um email. Será, posteriormente, publicado online.  
»» Será a defesa da autenticidade no Folclore uma causa perdida?
A preocupação relativamente à necessidade de se preservar a autenticidade dos usos e costumes do povo na representação dos grupos folclóricos parece ser uma batalha perdida.
»» Congresso de Etnografia e Folclore de Braga, em 1956, foi analisado pelos Deputados da Assembleia Nacional
É frequente, nos dias que correm, o termo folclore ser empregue depreciativamente nomeadamente por parte de quem mais responsabilidade possui na defesa do nosso património cultural. Mas nem sempre foi assim…
»» Homenagem aos pescadores que não temem o mar!
Como disse o sábio grego Platão, existem no mundo três espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar. Essa verdade torna-se particularmente evidente quando, na praia, as mulheres aguardam ansiosas o regresso dos pescadores, trazendo consigo o peixe que há-de ser o seu sustento.
»» A Etnografia no Postal Ilustrado
Desde os tempos mais remotos, o Homem procurou sempre conhecer diferentes terras e culturas, partir à descoberta de outras civilizações e povos com outros usos e costumes, tendência que foi sempre acentuada com o desenvolvimento da actividade mercantil, nomeadamente as grandes rotas comerciais e o estabelecimento das feiras medievais.
»» A importância cultural da Antroponímia
O acto de atribuição do nome próprio a um indivíduo à sua nascença ou à beira da pia baptismal não constitui mais um procedimento administrativo como se de um mero registo de matrícula se tratasse mas antes um ritual através do qual o recém-nascido recebe uma identidade que o acompanhará durante toda a sua vida e para além dela, enquanto a memória dos outros seres humanos perdurar.
»» O Folclore e a divisão social do trabalho
A divisão social do trabalho constitui uma das características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se dedicarem quase exclusivamente.
»» Devem os Grupos Folclóricos profissionalizar-se?
Numa sociedade assente na economia de mercado, quase todos os bens de consumo são transaccionáveis ou seja, constituem uma mercadoria sujeita às leis da oferta e da procura. Entre eles encontra-se, como não podia deixar de suceder, a própria cultura cujo acesso depende de igual forma da capacidade económica do potencial consumidor.
»» Porque os políticos desprezam o Folclore?
Uma vez mais, por ocasião da passagem de ano, a comunicação social vai mostrar-nos um grupo folclórico proveniente de uma região algures do país a cantar as janeiras ao Presidente da República e ao Primeiro-ministro e a serem recebidos com grande hospitalidade nas respectivas residências oficiais. Trata-se de um momento particularmente enternecedor porquanto ficamos plenamente persuadidos de que, ao receber em suas casas a gente simples que lhes bate à porta para...
»» Folclore: das Paradas Agrícolas aos Cortejos Etnográficos
Os cortejos etnográficos constituem um espectáculo geralmente muito apreciado do público, mesmo comparativamente às exibições de ranchos folclóricos, vulgarmente designadas por festivais. Em diversas localidades do país, eles integram as respectivas festividades, atraindo milhares de forasteiros e tornando-se, quase sempre, um dos momentos mais apreciados do público. São exemplo o cortejo nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo e nas Feiras Novas, em Ponte de Lima.
»» O Folclore virou mercadoria da sociedade de consumo
Mais do que uma forma de representação das nossas tradições populares, o folclore tem vindo cada vez mais a transformar-se numa mercadoria e a proporcionar o aparecimento de novas profissões a ele associadas, com especial incidência para as que se relacionam com a actividade dos ensaiadores, dos tocadores e dos próprios empresários do folclore, ou seja, aqueles que dirigem os respectivos grupos e fazem a gestão dos seus contratos.
»» As origens pagãs do Bolo-rei
À semelhança do que sucede com a generalidade dos costumes actuais, perde-se no tempo a verdadeira origem do bolo-rei, da mesma forma que também este apresenta formas e designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra mantém-se a tradição de comer e efectuar corridas com panquecas por ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e (...)
»» A Coroa do Advento
A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar.
»» Etnografia e Artes Gráficas
Não existe praticamente festa ou romaria, feira tradicional ou festival folclórico que não tenha o seu próprio cartaz a anunciar o evento e a divulgar o respectivo programa. Desde os mais simples aos melhores elaborados do ponto de vista gráfico, todos revelam uma preocupação de natureza publicitária que consiste em dar a conhecer a iniciativa e garantir o seu êxito em termos de participação do público.
»» Óculos são último "grito da moda" no folclore
Os óculos coloridos e rectangulares constituem o mais recente grito da moda em muitos ranchos folclóricos. E, o mais curioso, acompanham com qualquer traje feminino, seja ele do Minho ou do Algarve, da Beira Litoral ou do Ribatejo – é um acessório típico de todas as regiões do país…
»» Portal do Folclore - 10 ano ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa
Passam precisamente dez anos desde que o “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português” iniciou a sua actividade. Este Portal encontra-se on-line desde 1 de Novembro de 2000, constituindo já um caso de longevidade inclusive no domínio virtual. Este constitui um projecto único e inovador, sem paralelo nomeadamente a nível internacional, atendendo ao seu carácter multifacetado.
»» A Feira das Mercês: um anacronismo que perdura!
A feira das Mercês, no concelho de Sintra, constitui desde há muito uma das mais genuínas feiras da região saloia. Desde o século XVIII que, na segunda metade do mês de Outubro, os agricultores ali acorrem para vender os seus produtos e divertir-se. Por esta altura já se bebe a água-pé.
»» Ourém: as influências no Folclore numa região de transição
Em torno do velho burgo medieval onde repousam os restos mortais de D. Afonso, IV Conde de Ourém e primogénito da Casa de Bragança, estendem-se os vastos solos agrícolas e florestais do Concelho de Ourém desde as margens do rio Nabão e os limites do Concelho de Pombal ao maciço calcário estremenho onde em Fátima se ergue o magnífico Santuário aonde acorrem peregrinos de todo o mundo e de todas as crenças.
»» O que foi a colonização interna ?
A desertificação do interior constitui uma das realidades com que frequentemente nos insurgimos em resultado de políticas que consideramos erradas do ponto de vista demográfico. Na realidade, o que pretendemos criticar é o despovoamento do interior porquanto a desertificação diz mais directamente respeito aos processos errados de cultivo e de gestão dos solos que levam à sua infertilidade e consequente avanço do deserto que abraça as regiões mais equatoriais e que, presentemente, ameaçam a própria Península Ibérica.

(*) Licenciado em História

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