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A Opinião de Carlos Gomes (*)
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opinião do Dr. Carlos Gomes,
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A comemoração do Dia da Árvore e da Floresta: suas origens e significado
O culto da árvore – atualmente celebrado como Dia da
Árvore e da Floresta – no qual se insere a festa que lhe era dedicada
constituiu uma das iniciativas que os republicanos fomentaram nos
começos do século passado com vista à introdução na sociedade portuguesa
de novos valores e símbolos com os quais procuraram substituir os
valores tradicionais associados à Igreja Católica e ao Cristianismo em
geral. |
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Os cristãos-novos e a Romaria de São
Bartolomeu do Mar em Esposende
Todos os anos, por ocasião da festa litúrgica a São
Bartolomeu que se celebra a 24 de agosto, vão as gentes Esposende em
romaria à igreja do santo padroeiro da freguesia de Mar – São Bartolomeu
do Mar – para invocar a sua proteção contra o medo e outros males
atribuídos ao diabo como a epilepsia e a gaguez. |
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Esposende e a tradição de "botar fora o
ano velho!"
Esposende reviveu uma vez mais a tradição de “botar fora o ano velho”.
Pequenos grupos de cinco rapazes, de caras enfarruscadas, percorrem a
vila na última noite do ano para “botar fora o ano velho”. Quatro
deles pegam à carrela do sargaço carregando nela outro que representa o
ano que termina. |
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Origem e tradição das regueifas e
cantares ao desafio na Galiza e em Portugal
Remontam muito provavelmente à Idade Média os
tradicionais cantares ao desafio tão caraterísticos do Minho,
filiando-se porventura nos cantares trovadorescos e principalmente nas
cantigas de escárnio e maldizer da época, a um tempo em que o falar do
povo não se distinguia ainda nas duas margens do rio Minho – Galiza e
Portugal – e a Língua portuguesa florescia graças a um extraordinário
movimento cultural a que certamente não era alheio as peregrinações a
Santiago de Compostela |
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Organizações de Festivais
Internacionais estão a importar falso folclore
Resultado direto do progresso tenológico e das transformações sociais, a
evolução dos costumes e mentalidades dos povos na Europa e, de um modo
geral, de todos quantos fazem parte da chamada cultura ocidental, não
difere substancialmente. Nos finais do século XIX e começos do século
XX, em toda a Europa a mulheres usavam um vestuário semelhante quanto às
formas e dimensões, distinguindo-se apenas em relação aos motivos
decorativos e outros adornos |
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O Teatro
no Folclore
Pela sua própria natureza, os ranchos
folclóricos desempenham uma importante missão de salvaguarda dos mais
variados registos que dizem respeito à nossa cultura tradicional. |
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O Folclore e os
perigos da Internet
O país que em regra a televisão
transmite aos seus telespetadores é completamente distinto do país que a
maioria dos portugueses conhece – o país onde se trabalha, reza, canta e
dança apesar das dificuldades que o povo atravessa. |
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Ourém pode ser a Capital Mundial do Folclore!
Geograficamente situado no centro do país ou melhor, do seu território
continental, o Concelho de Ourém constitui também do ponto de vista
etnográfico uma zona de transição entre regiões tão distintas como o
Ribatejo, a
Beira Litoral e a Alta
Estremadura. Também o
Alto Alentejo e
a Beira Baixa
se encontram cultural e geograficamente próximos de Ourém. |
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O Folclore na era do disco vinil
Com o aparecimento em 1948 do disco de vinil, os antigos discos de 78
rotações que eram utilizados nas velhinhas grafonolas foram guardadas no
baú das memórias. A partir de então, começaram a produzir-se em série de
dois formatos: o Long Play (LP) ou seja, de longa duração, com 33
rotações por minuto e o single de 45 rotações. |
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Religião Popular e Religião
Cívica
Desde o começo da sua existência, o Homem procurou sempre
encontrar explicações para os fenómenos do mundo que o rodeia, desde a
sua origem às alterações resultantes das ações climáticas e das estações
do ano que interferem no ciclo de renascimento da natureza e dos
vegetais, essencial à preservação da vida e à sobrevivência da
comunidade humana. |
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Será a defesa da
autenticidade no Folclore uma causa perdida?
A preocupação relativamente à necessidade de se preservar
a autenticidade dos usos e costumes do
povo na representação dos grupos
folclóricos parece ser uma batalha perdida. |
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Congresso de Etnografia e Folclore de Braga, em 1956,
foi analisado pelos Deputados da Assembleia Nacional
É frequente, nos dias que correm, o termo folclore ser empregue
depreciativamente nomeadamente por parte de quem mais responsabilidade
possui na defesa do nosso património cultural. Mas nem sempre foi assim…
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Homenagem aos pescadores que não temem o mar!
Como disse o sábio grego Platão, existem no mundo três
espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar. Essa
verdade torna-se particularmente evidente quando, na praia, as
mulheres aguardam ansiosas o regresso dos pescadores, trazendo consigo o
peixe que há-de ser o seu sustento. |
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A Etnografia no Postal
Ilustrado
Desde
os tempos mais remotos, o Homem procurou sempre conhecer diferentes
terras e culturas, partir à descoberta de outras civilizações e povos
com outros usos e costumes, tendência que foi sempre acentuada com o
desenvolvimento da actividade mercantil, nomeadamente as grandes rotas
comerciais e o estabelecimento das feiras medievais. |
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A importância cultural da Antroponímia
O acto de atribuição do nome próprio a um indivíduo à sua
nascença ou à beira da pia baptismal não constitui mais um procedimento
administrativo como se de um mero registo de matrícula se tratasse mas
antes um ritual através do qual o recém-nascido recebe uma identidade
que o acompanhará durante toda a sua vida e para além dela, enquanto a
memória dos outros seres humanos perdurar. |
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O Folclore e a divisão
social do trabalho
A divisão social do trabalho constitui uma das
características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios
levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns
indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se
dedicarem quase exclusivamente. |
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Devem os Grupos
Folclóricos profissionalizar-se?
Numa sociedade assente na economia de mercado, quase todos os bens de
consumo são transaccionáveis ou seja, constituem uma mercadoria sujeita
às leis da oferta e da procura. Entre eles encontra-se, como não podia
deixar de suceder, a própria cultura cujo acesso depende de igual forma
da capacidade económica do potencial consumidor. |
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Porque os políticos
desprezam o Folclore?
Uma vez mais, por ocasião da passagem de
ano, a comunicação social vai mostrar-nos um grupo folclórico
proveniente de uma região algures do país a cantar as janeiras ao
Presidente da República e ao Primeiro-ministro e a serem recebidos com
grande hospitalidade nas respectivas residências oficiais. Trata-se de
um momento particularmente enternecedor porquanto ficamos plenamente
persuadidos de que, ao receber em suas casas a gente simples que lhes
bate à porta para... |
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Folclore: das Paradas
Agrícolas aos Cortejos Etnográficos
Os cortejos etnográficos constituem um
espectáculo geralmente muito apreciado do público, mesmo
comparativamente às exibições de ranchos folclóricos, vulgarmente
designadas por festivais. Em diversas localidades do país, eles integram
as respectivas festividades, atraindo milhares de forasteiros e
tornando-se, quase sempre, um dos momentos mais apreciados do público.
São exemplo o cortejo nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, em
Viana do Castelo e nas
Feiras Novas, em Ponte de Lima. |
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O Folclore virou
mercadoria da sociedade de consumo
Mais do que uma forma de representação das nossas tradições populares, o
folclore tem vindo cada vez mais a transformar-se numa mercadoria e a
proporcionar o aparecimento de novas profissões a ele associadas, com
especial incidência para as que se relacionam com a actividade dos
ensaiadores, dos tocadores e dos próprios empresários do folclore, ou
seja, aqueles que dirigem os respectivos grupos e fazem a gestão dos
seus contratos. |
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As origens pagãs do
Bolo-rei
À semelhança do que sucede com a
generalidade dos costumes actuais, perde-se no tempo a verdadeira origem
do bolo-rei, da mesma forma que também este apresenta formas e
designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra
mantém-se a tradição de comer e efectuar corridas com panquecas por
ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades
de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que
outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e (...) |
(*) Licenciado em História |
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