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Não existe
praticamente festa ou romaria, feira tradicional ou festival folclórico
que não tenha o seu próprio cartaz a anunciar o evento e a divulgar o
respectivo programa. Desde os mais simples aos melhores elaborados do
ponto de vista gráfico, todos revelam uma preocupação de natureza
publicitária que consiste em dar a conhecer a iniciativa e garantir o
seu êxito em termos de participação do público. Alguns, porém,
acrescentam também a inclusão de uma elevada quantidade de anúncios como
forma de garantir os patrocínios que vão suportar as despesas da
realização da festa.
Para além do cartaz
propriamente dito, existem organizações que produzem outros suportes
publicitários em papel como folhetos e pequenos opúsculos contendo o
programa dos festejos. Toda esta divulgação deve ser ponderada do ponto
estético como financeiro a fim de que possam corresponder da melhor
forma aos objectivos pretendidos.
Antes de mais, deve
atender-se a que o cartaz, destinado a ser afixado em locais públicos,
para além de constituir um meio de publicidade visual, possui um valor
estético e artístico, adquirindo por essa via também interesse
histórico. Ele traduz formas de representação que têm a ver com as
formas artísticas de cada época, traduzindo a visão do artista acerca do
objecto publicitário e da própria comunicação ao exprimir ideias e
sensações através da representação gráfica. Como exemplo, inúmeros
cartazes produzidos em meados do século XX alusivos ao turismo ou a
determinadas festas e romarias que contavam com um especial patrocínio
do Estado Novo, revelam uma notória preferência pelas formas geométricas
que caracterizaram o modernismo.
Nos casos em que o
excesso de publicidade e a falta de bom gosto prejudicam a concepção
gráfica da publicidade, é o próprio evento que sai desfavorecido ao ser
transmitida uma imagem de uma iniciativa que em nada o valoriza. Em tais
situações, para além de prejudicial, a divulgação que é feita apenas se
traduz em encargos financeiros que a organização tem de suportar e que
nem sempre são compensados com os patrocínios. Por outro lado, a sua
afixação indiscriminada apenas resulta em poluição visual a contribuir
para a degradação da localidade onde tal forma de divulgação ocorre.
Em regra, a produção
gráfica é feita por meios litográficos ou seja, através de offset. Este
meio de impressão possui custos fixos com fotocomposição, revelação de
películas, montagem e transporte para a chapa e os respectivos materiais
pelo que os seus custos apenas diminuem na medida em que as tiragens são
mais elevadas. A isto acresce o facto da generalidade do material
publicitário ser feito a cores, o que implica a selecção de cores – ciao,
amarelo, magenta e preto – e a sua impressão em quadricomia, o que
aumenta consideravelmente os seus custos globais. Não considerando
eventuais casos de inclusão das designadas “cores directas” ou “suplementares”
que mais não fazem do que onerar os seus custos. Por conseguinte, este
meio de produção gráfica apenas é vantajoso para grandes tiragens, o que
em muitos casos representa um desperdício e um gasto desnecessário.
Como alternativa, a
impressão digital possui maior interesse para a produção de tiragens
reduzidas, como convém a pequenas localidades onde a impressão de uma ou
duas centenas de cartazes se revela suficiente. Neste caso, os custos
são constantes e, não existindo custos fixos à priori, apenas entram em
desvantagem em relação à impressão em offset a partir dos trezentos
exemplares aproximadamente. Trata-se, como é evidente, de um processo de
produção que mais convém a organizações que não necessitam de recorrer à
utilização de grandes quantidades de publicidade em suporte de papel,
tanto mais que é cada vez mais recorrente a utilização da Internet para
o efeito.
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