|
A
Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar
o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro
tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o
Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família
reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é
acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e
fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.
As origens
desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos
europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o
solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às
saturnais romanas.
A sua forma
circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um
lugar central em todos os ritos pagãos. Durante o inverso, os povos
antigos acendiam enormes fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em
cujo regresso se depositavam as esperanças, aparece simbolizado nas
velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.
Com efeito,
através do rito, os povos antigos celebravam a acção criadora dos
Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da
morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de
magia.
Porém,
partindo de tais costumes e tradições, os cristãos transmitiram a esses
povos pagãos uma nova espiritualidade, levando-os a substituir as suas
crenças ancestrais. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu
uma nova simbologia e um novo significado.
Para o
cristão, a infinitude do círculo representado na forma circular da Coroa
do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como
a aliança entre Deus e o Homem.
Os seus ramos
verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da
Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o
verdadeiro cristão. |