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A construção do Folclore na evolução do Homem
 

 

Carlos Gomes(*)

O homem, considerado na sua individualidade, representa uma espécie de microcosmos da Humanidade, portanto entendida esta como o seu próprio macrocosmo. Partindo deste princípio, concluiremos que entre as realidades inerentes às duas condições apenas se coloca uma questão de escala, a tornar os objectos apenas diferentes quanto à sua grandeza e dimensão.

Assim, tal como o indivíduo, também os povos e as sociedades humanas evoluem a partir de uma fase embrionária até atingirem a plena maturidade e, à medida que envelhecem, entram em declínio e desaparecem, dando lugar a novos povos e civilizações. De igual forma, a arte e a cultura reflectem esse percurso de vida dos povos, desde a sua infância até à idade adulta, começando por se exprimir de uma forma rudimentar e quase abstracta até atingir patamares mais elaborados e quase sublimes.

Nos seus primeiros meses de vida, a criança aprende a gesticular os primeiros sons e escuta-os com espanto e agradável surpresa. Contempla as suas mãos e aprende a manipular o ábaco, adquirindo instintivamente a noção das quantidades que hão-de estimular-se o sentido matemático. E observa as cores produzidas a partir das suas próprias sujidades, começando por elaborar a sua própria perspectiva plástica. E estas primeiras reacções quase instintivas vão-se desenvolvendo com o seu crescimento, passando a ordenar as primeiras sílabas e construir a sua primeira orquestra com os tachos da cozinha.

Qual criança ainda a gatinhar, também a Humanidade começou por escutar os sons da natureza que o rodeia e imitá-los, revelando especial temor por aquilo que ouvia e não enxergava – o vento. De seguida, passou a representar o seu universo nas paredes da gruta, decorando a sua habitação com magníficas obras de arte, sem jamais imaginar que o seu gesto haveria de se reproduzir até à actualidade. E, com os calhaus e as peles dos animais que caçava construiu os seus primeiros instrumentos musicais.

Como não podia deixar de ser, a voz constituiu o seu primeiro instrumento musical. E, apenas quando construiu as primeiras ferramentas, passou a criar aquilo que actualmente se designa por música instrumental. A princípio, a música era quase exclusivamente rítmica, produzida a partir de batimentos constantes, vibratória e de percussão. Mas, aos poucos, foi-se tornando cada vez mais melodiosa ao ponto de quase perder o ritmo, qual sinfonia a reproduzir os sons da Natureza e a elevar um hino ao Criador. E, assim, o Homem foi crescendo e, com ele, a sua arte, as suas leis e instituições, construindo a cultura e erguendo a sua própria civilização.

A cultura tradicional a que convencionamos designar por folclore e etnografia, remete para uma época situada num período de tempo mais recuado pelo que, pela sua própria natureza, caracteriza-se por formas relativamente menos elaboradas e aparentemente mais rudimentares. O artesanato é, provavelmente, o elemento que com maior rigor exprime o carácter psicológico de um povo – na sua imperfeição genuína, é seguramente, aquilo que melhor o define!

(*) Jornalista, Licenciado em História


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