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Festas e Romarias de Portugal (2) |
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(continuação)
« (...) À missa, à procissão, à feira e ao foguetório acrescentam um concerto
de música de baile, um sarau cultural, um cortejo histórico ou
etnográfico, uma exposição de artesanato, um festival gastronómico, uma
prova de motociclismo.
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Certas festas começam a integrar demonstrações de si
próprias. Cortejos etnográficos e museus de santuários de romaria
encenam quadros de festividades tal como se faziam no tempo dos nossos
avós, e alguns agrupamentos folclóricos empenham-se na ressurreição de
modos de festejar caídos em desuso.
Transformadas em manifestações da «cultura tradicional» num mundo em
que a «cultura» e a «tradição» são mercadorias estimadas, várias festas
capitalizam assim esse valor em seu proveito.»
João
Vasconcelos In GUIA Expresso “O melhor de Portugal” – 12 – Festas,
Feiras, Romarias, Rituais
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Madeira |
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Festa da Senhora do Monte
Monte
Festa, festa mesmo, na Madeira são «As Festas», ciclo natalício que começa
com as «missas do parto» e culmina apoteoticamente na «passagem do ano», com
o magnífico fogo de artifício sobre a baía do Funchal, concentrando muita
gente que se desloca do interior para participar no acontecimento. Depois
ainda há, nas comunidades mais tradicionais, o «dia de reis». Mas as festas
religiosas evocando patronos dos vários sítios são pedra essencial para a
devoção de uns e a organização dos espaços lúdicos de outros. De entre estas
celebrações, a mais marcante continua a ser a da Senhora do Monte, em
Agosto. A igreja fica no cocuruto do anfiteatro que sai do mar, deixa
construir a cidade do Funchal e vai avançando num crescendo até às
serranias. |
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Festa da Senhora da
Piedade
Caniçal
A
melhor festa da Senhora da Piedade no espaço madeirense é a da vila do
Caniçal, no extremo oriental da ilha, passado o «furado» (o túnel) que a
liga ao vale de Machico. A ermida desta Senhora fica no promontório sobre a
Prainha única lingueta de areia amarela que há na Madeira, por «inveja» do
fino areal que possui a vizinha do Porto Santo. O cabeço onde está a
capelinha é careca, batido pela ventania do «cabo do mundo» que é esta
região que fronteiriça as costas Norte e Sul. A ele sobem os mordomos,
retiram a Madona da sua solidão, descem ao cais, com as opas drapejando
ao cento como espantalhos a afugentar demónios ou o «mau olhado». |
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Açores |
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Festa do
Senhor Santo Cristo dos Milagres
S. Miguel
No quinto domingo após a Páscoa, eis que regressa a festa e a
penitência a S. Miguel. A festa é a do Senhor Santo Cristo, vistosa e
clássica; a penitência é a dos romeiros, às centenas, que este Senhor é de
milagres e traz no coração os açorianos, que lhe retribuem na mesma moeda. É
comum ver carros em comunidades açorianas dos Estados Unidos apresentando,
em vez de bandeiras nacionais ou regionais, as flâmulas comemorativas destes
festejos. E a vontade de participar em cada ano nesta devota tradição tem
feito com que muito filho da terra, em andanças de diásporas, marque
regresso cíclico à ilha exactamente por altura da procissão que reafirma e
alicerça o culto mais marcante destas ilhas pias. |
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Cavalhadas
S. Miguel
As Cavalhadas são uma das mais curiosas e originais festas açorianas,
realizando-se a 29 de Junho, pelo São Pedro, no quadro das festas da
recém-promovida cidade de Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.
Incluem um desfile a cavalo, que parece de alguma forma inspirado nos
torneios medievais.
Os cavaleiros concentram-se nos arredores da cidade, junto ao Solar de
Mafoma, um palacete do século XVIII onde está instalado o Museu de Chá.
Envergam calças e camisa branca e usam capas vermelhas, cavalgando atrás do
«rei», uma personagem que exibe longas barbas. Evoluem ao som de cornetas
até à Igreja de São Pedro (templo paroquial), em cujo adro declamam
quadras. |
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Festas do Divino
Espírito Santo
O culto do Espírito Santo remonta ao tempo de D.Dinis e da Rainha Santa
Isabel. Quase desaparecido do continente – com as excepções de Penedo
(Sintra) e da
Festa dos Tabuleiros (Tomar) -, mantém-se vivo nos Açores, em
especial na Ilha Terceira (mas também com muita força ainda nas de São
Miguel, Santa Maria, Pico e Flores). A emigração açoriana levou-o a locais
tão afastados como o Hawai ou o Brasil.
É uma tradição colectiva e caritativa, de inspiração franciscana. O culto
dignifica e autonomiza uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito
Santo, associando-lhe a celebração da fertilidade da terra (talvez inspirada
em ritos pré-cristãos) e a exaltação da fraternidade (concretizada na
partilha do bodo). |
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Romarias de
Portugal
Chegou o Verão e com ele as festas e romarias que se
realizam um pouco em todo o país, desde os grandes aglomerados urbanos
que viram a sua festa crescer e atrair forasteiros aos mais recônditos
lugarejos que reclamam a presença dos seus filhos muitas vezes emigrados
em paragens distantes, mas sempre conservando na alma a devoção e o amor
à terra que os faz regressar ao menos na festa da padroeira. |
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Festas Populares
Quando hoje ouvem falar em "festas
populares", certos portugueses urbanizados terão em mente festividades
como a romaria da Senhora da Agonia ou as festas de Santo António em
Lisboa. A sua "cultura popular" é a das romarias, do artesanato e do
romanceiro. A outra, a da telenovela, do futebol, da discoteca, do
megaconcerto, do centro comercial e do hipermercado, é, consoante os
casos, "cultura de massas" ou "cultura pop", ou então não merece sequer
o rótulo de "cultura ". |
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Antigamente era assim... imagens de Festas, Feiras e Romarias de tempos
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