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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)

 

 
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«A palavra “romance”, que primitivamente significava a língua falada em Portugal até ao aparecimento do português proto-histórico, passou, depois, a designar história em verso, feita por autor desconhecido, e que o povo cantava nas suas actividades.

A hipótese de autoria colectiva, perfilhada por Garrett, está posta de parte. Só poderá falar-se de romances do povo, na medida em que ele os assimilou e modificou, acrescentando, suprimindo, adaptando e até interpolando, umas vezes consciente, outras inconscientemente. (...)

Podemos considerar os romances poemas lendários com fundamento histórico, de forma épica ou épico-lirica, narrativa ou dramatizada.

Garrett admite duas espécies de histórias: o romance, que é todo narrativo, e a xácara, que é toda dramatizada. Mas muitas vezes coexistem o romance e a xácara. Então, chama-se romance-xácara, se predomina a fala do autor; e xácara-romance, se predomina a fala dos personagens. Quando a história é triste, chama-se solau.

Entre nós, também se lhes chamou: rimances, romanças, trobos, trovas, motes ou simplesmente versos. Os romances religiosos de carácter laudatório também se chamam loas.

Os romances religiosos estão relacionados com a vida de Jesus, de Nossa Senhora e dos Santos. Os profanos evocam episódios da reconquista cristã aos Mouros, ou falam de amor e de dramas passionais, provocados pela infidelidade das esposas, na ausência dos maridos, e pelo perjúrio dos namorados, em vésperas de casamento.

A maior parte dos romances peninsulares teve o berço em Castela e nasceu dos Cantares da Gesta, na opinião de Carolina Michaelis. Daí irradiou para toda a Península, por via oral, através das migrações para guerras, trabalhos, feiras e festas. (...)»(*)

 
(*) Joaquim Alves Ferreira, in LITERATURA POPULAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO (5 vol)
 
Romances Religiosos
»» O Divino Pobrezinho ou o Lavrador da Arada
Trás-os-Montes e Alto Douro
»» Manharinha de S. João. Outro exemplo de romance (este de carácter religioso) utilizado nas segadas (11 horas da manhã). A melodia desenvolve-se no âmbito de uma oitava distribuída por dois cantores: um pentacorde inferior confiado à voz masculina, e um tetracorde jónio superior (à guisa de resposta), confiado à voz feminina.
Trás-os-Montes
 
Romances Profanos
»» Dona Silvana
Trás-os-Montes
»» “Era o Mário Morais”
Ribeira de Pena - Trás-os-Montes
»» A Costureira
Ribeira de Pena - Trás-os-Montes
»» De uma filha que se sentia desprezada pelos pais em favor de uma irmã e preferiu matar-se a sofrer essa diferença
Ribeira de Pena - Trás-os-Montes
»» O Caloteiro
Constantim - Vila Real - Trás-os-Montes e Alto Douro
»» Dona Ancra. Belo romance talvez corruptela ou deformação sónica de Dona Ângela, romance vulgarizado em Trás-os-Montes e em Espanha, nesta conhecido pela designação de La novia del duque de Alba.
Trás-os-Montes
»» Mineta. Versão transmontana de muito espalhado romance O Cego, também conhecido sob a designação de O rei e a pastora, Aninhas. Canção usada no trabalho de fiar o linho.
Trás-os-Montes
»» A mal-casada. Cantiga de «malhas» (romance).
Trás-os-Montes
 
Romances Pastoris
»» Deus te salve, Rosa. Encantador romance pastoril. A melodia em maior e de regular ritmo binário, semelha uma graciosa ronda infantil.
Trás-os-Montes
 

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