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No tempo das
perdizes, tanto mentes quanto dizes.
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Para caçar, calar.
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Nem moça boa na praça
nem homem mau na caça.
» Oficial que vai à
caça, não há mercê que Deus lhe faça.
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Mal haja o caçador
doido que gasta a vida com um pássaro.
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Quem muito pula pouco
caça.
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A caça sai só aos
inocentes.
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Quem quer caçar não
diz xó.
» Quem porfia mata
caça.
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Se caçares não te
gabes; se não caçares, não te enfades.
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Para caçador velho,
cão velho.
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O caçador de lebres
tem que ser coxo.
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Mulher de mercador
que fia, escrivão que pergunta o dia, oficial que não vai à caça – não
há mercê que Deus lhe faça.
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Quem em caça,
política, guerra e amores se meter, não sairá quando quiser.
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A caçar e a comer não
te fies no prazer.
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Guerra, caça e
amores, por um prazer cem dores.
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A ir à guerra e a
caçar não se deve aconselhar.
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Enquanto uns batem o
souto, outros apanham a caça.
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Não é regra certa
caçar com besta.
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Se queres cão de
caça, procura-o pela raça.
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Mulher e cão de caça,
procurai-os pela raça.
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Cão de boa raça, se
não caça hoje, amanhã caça.
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A galgo velho
deita-lhe lebre e não coelho.
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Galgo que muitas
lebres levanta, nenhuma mata.
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O galgo à la larga a
lebre mata.
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Em Janeiro nem galgo
lebreiro nem açor perdigueiro.
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De Viseu quero o cão
para coelho, e não o homem para conselho.
» Ainda que teu sabujo
é manso, não o mordas no beiço.
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Amor de mulher e amor
de cão nada valem se nada lhe dão.
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A quem não sobeja pão
não crie cão.
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Em Maio o rafeiro é
galgo.
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De Baião, nem homem
nem cão.
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Cão que muito ladra
não é bom para caçar.
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Cão que lobos mata,
lobos o matam.
» O cão no osso e a
cadela no lombo.
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Cão que muito lambe
tira o sangue.
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O cão velho quando
ladra dá conselho.
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Cão azeiteiro nunca
bom conselheiro.
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Cão com raiva morde o
seu dono.
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