|
|
De um correspondente do Minho recebeu o A.
[José Leite de Vasconcelos] a seguinte informação: «depois de fiado o
linho na roca, fica a maçaroca no fuso. A maçaroca vai para o sarilho,
onde se forma a meada. A meada entra em barrela, para depois corar ao
sol. Corada a meada, vai para a dobadoira formar novelos. Os novelos vão
para a urdideira, onde se dispõem os primeiros fios da teia
(urdidura ou urdume). A urdidura passa para o tear.» |
|
A teia corresponde ao tecido,
enquanto o fio está no tear; o pano é a teia já tecida. A
urdidura é uma peça separada do tear; o urdume é o fio com
que se urde. As mulheres, no Minho, vão trabalhar às casas dos donos do
linho; o seu trabalho consiste em maçar, isto é, batê-lo com uma
maça, e depois tascar o linho no cortiço (por isso lhes chamam
tascadeiras). Essas mulheres têm almoço, fatiga (segundo almoço),
jantar, m’renda; não têm ceia. Ao fim do dia, cada mulher, além
da paga, recebe uma estriga, para no outro dia madrugarem bastante. |