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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  “ANTÓNIO JORGE DIAS (1907-1973): 100 ANOS DE ANTROPOLOGIA EM PORTUGAL"

Clara Saraiva
IICT
Departamento de Antropologia, FCSH-UNL

(continuação...)
Foi também graças ao seu trabalho que a antropologia portuguesa se tornou conhecida fora do país. Para além da sua colaboração com estudiosos brasileiros, como Gilberto Freyre, Jorge Dias contactou com vários colegas na Europa e América, foi visiting scholar nas Universidades de Witwatersand (África do Sul) e Standford (Califórnia, EUA). A sua colaboração em instituições internacionais ligadas à investigação e divulgação da antropologia foi também notória, tendo sido, entre 1954 e 1956, Secretário-geral da Comissão Internacional de Artes e tradições Populares (CIAP), e membro do conselho de administração da mesma, em 1964, quando esta instituição mudou a sua designação para Société Internationale d´Ethnologie et Folklore (SIEF).

Pertenceu ainda ao grupo fundador da revista Ethnologia Europae. A sua projecção internacional está bem patente nos mais de cinquenta antropólogos estrangeiros que colaboraram no livro de homenagem que os seus companheiros (Ernesto V. Oliveira, Benjamim Pereira, Fernando Galhano e Margot Dias) compilaram após a sua morte (In Memoriam António Jorge Dias, 1974, 3 vols.).

O trabalho de Jorge Dias dirigiu-se ainda à institucionalização da disciplina antropológica, quer ao nível da investigação etnográfica e museológica, quer no respeitante à divulgação e ensino da disciplina no meio universitário. Deste modo,  Jorge Dias foi docente de várias cadeiras de âmbito antropológico na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e no antigo Instituto Superior de Ciências Políticas Ultramarinas (agora denominado ISCP), onde começou o primeiro curso universitário português de antropologia.

No que diz respeito à investigação, Jorge Dias  criou unidades destinadas exclusivamente à investigação, como o Centro de Estudos de Etnologia (CEE) e o Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC). O primeiro destinava-se primordialmente ao estudo da etnologia no território nacional, enquanto que o segundo (cuja denominação foi posteriormente mudada para Centro de Antropologia Cultural e Social e que se manteve até à sua extinção em 2004) se dirigia ao estudo das culturas extra europeias. Do trabalho efectuado no âmbito destes centros de estudo surgiu, em 1965, o projecto do Museu de Etnologia como um museu universalista, que incluiria acervos de todas as culturas, portuguesa, europeias e extra-europeias. Foi nesse sentido também que criou as Missões da Minorias Étnicas do Ultramar, no âmbito das quais realizou a pesquisa entre os Macondes de Moçambique. A morte prematura de Jorge Dias, em 1973, não lhe permitiu ver esse seu sonho de conseguir abrir um museu universal cumprido, e foi a sua equipa, encimada por Ernesto Veiga de Oliveira, que levou a bom porto aquela que foi, durante décadas, uma instituição de referência na antropologia e museologia portuguesa.


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