[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Pessoas ligadas ao Folclore, à Etnografia, à Cultura Popular Portuguesa>> Margot Dias Pub
Pub    
  Margot Dias (1908-2003)


Margot Dias
(Nuremberga, 4.06.1908 - Oeiras, 2003), de seu nome de solteira: Margot Schmidt)
, nacionalidade alemã, nasceu a 4 de Junho em 1908 em Nuremberga, onde seu pai era Braumeister numa fábrica de cerveja.

Foi em 1940, no início da guerra, que Margot Schmidt, uma pianista com uma carreira promissora à sua frente - obteve o diploma do Curso Superior de Música da Academia Nacional de Música em Munique-, conheceu António Jorge Dias, que na altura assegurava o leitorado de cultura portuguesa na universidade dessa cidade alemã.

Casaram-se no ano seguinte, tiveram o primeiro de três filhos e decidiram viver em Portugal. Margot Dias trocou a Alemanha por Portugal e o piano pela investigação científica. O seu trabalho foi pioneiro na área da etnomusicologia, do estudo da cultura material e do parentesco.

Com Jorge Dias e o grupo por ele formado, que incluía Fernando Galhano, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, constituíram uma equipa de trabalho que, num escasso período de tempo, revolucionou os estudos etnológicos e antropológicos em Portugal.

Ainda no início da década de quarenta, Margot Dias ocupou-se do cancioneiro que integra a obra de Jorge Dias sobre Vilarinho das Furnas (uma aldeia da serra do Gerês, no Minho, que seria mais tarde sepultada pelas águas do rio Homem), e que veio a constituir a tese de doutoramento em Etnologia do marido, apresentada em 1944 na Universidade de Munique. A partir daí, foi a companheira infatigável de vida e de trabalho deste antropólogo, enveredando por uma carreira ao seu lado, na área da investigação etnológica e etnomusicológica.

Em 1947, Jorge Dias integra o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, então sediado no Porto. Entre 1957 e 1962, o casal Dias, juntamente com Manuel Viegas Guerreiro, integra a Missão de Estudos das Minorias Étnicas do Ultramar Português, e realiza trabalho de terreno em Moçambique, do qual resultaria a publicação dos quatro volumes de Os Macondes de Moçambique. Margot Dias ocupou-se dos estudos relativos ao parentesco e à cestaria, completando um trabalho pioneiro em Portugal no tocante a estas matérias.

Em l962, Jorge Dias criou o Centro de Estudos de Antropologia Cultural, actual Centro de Antropologia Cultural e Social do Instituto de Investigação Científica Tropical, que, extinta a Missão das Minorias Étnicas, passou a herdeiro dos materiais nela recolhidos, sendo um dos objectivos deste centro a organização de um museu de etnologia. A partir daqui, o casal Dias e os seus companheiros conseguem, graças a uma grande unidade e espírito de equipa, disciplina rigorosa e amor ao trabalho, proceder a uma exaustiva investigação de terreno em Portugal, da qual resultaram mais de uma dezena de obras publicadas, bem como as recolhas que constituíram o acervo do Museu de Etnologia do Ultramar, às quais se juntaram os objectos oriundos da missão e os que viriam a ser recolhidos noutros contextos etnográficos por Vítor Bandeira e demais colaboradores.

Margot Dias morreu em Oeiras, aos 93 anos.

Fonte: Texto adaptado da internet

  Gosta da página? Partilhe!

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster