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Jaime
Lopes Dias
(1890-1977)
- Nasceu
em Vale de Lobos, actual Senhora da Póvoa (Penamacor) em 1890. Formou-se
em direito pela Universidade de Coimbra, navegou pelo funcionalismo
público, tendo desempenhando vários cargos: notário em Idanha-a-Nova,
administrador deste concelho, secretário-geral do Governo Civil de
Castelo Branco, alto funcionário do Ministério do Interior, e, desde
1946 a 1960 (data da sua aposentação), director dos serviços centrais da
Câmara Municipal de Lisboa.
Nesta ultima data, a citada autarquia o
galardoou com a sua medalha de ouro. Pertenceu a inúmeras associações
científicas, literárias, artísticas, regionalistas (Portuguesas e
estrangeiras).
Em 1962 viu-se eleito académico efectivo da
Academia de Ciências de Lisboa. Folclorista de nomeada, a sua "Etnografia
da Beira" (em onze volumes, o primeiro dos quais publicado em
1962), continua a constituir trabalho de referência no conjunto da
literatura Portuguesa consagrada ao tema.
E sem duvida que o folclore, (como ciência englobante da etnologia,
etnomusicologia e segmentes afins), formaliza o cume de interesse no
conjunto da uma obra de conteúdos multistraficados: direito, arte,
história, instrução, problemas administrativos, social, económico,
regionalistas.
Autor de inúmeras obras das quais destacava
“Portugal e a Etnografia”, “Pelourinhos e Forcas do Distrito
de Castelo Branco”, “Aspirações e necessidades da Beira”, “Código
Administrativo de 1936 e 40” e muitas outras.
Jaime Lopes Dias teve igualmente uma faceta
de jornalista importante: fundador, director e colaborador de um sem
número de periódicos regionais e nacionais.
Faleceu em Lisboa no ano de 1977.
Fonte: Dados retirados do
livro: "Autores Nascidos no Distrito de Castelo Branco", de António
Forte Salvado. |
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