Etnólogo, responsável pela renovação desta ciência em Portugal, era
natural do Porto. Licenciou-se na Faculdade de Direito e na Faculdade de
Ciências Histórico-Filosóficas da Universidade de Coimbra.
Tendo descoberto a sua vocação de etnólogo nas diversas viagens que
realizou de Norte a Sul de Portugal, conheceu
Jorge Dias em 1932, com quem manteve uma longa amizade. Com este e
outros investigadores formou o Centro de Estudos de Etnologia, em
1947.
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Em 1965, tornou-se subdirector do
Museu de Etnologia, ascendendo ao cargo de director em 1973. Mantendo-se
em funções até 1980, dirigiu, simultaneamente, o Centro de Estudos de
Antropologia Cultural. Em 1980, assumiu as funções de director do
Centro de estudos de Etnologia, nas quais se manteve até à data da sua
morte.
Dedicou-se à investigação etnográfica
e etnológica do território e cultura portugueses. Como investigador, de
reconhecidos méritos, publicou inúmeros estudos distribuídos por áreas
tão diversas como a etnografia, a
arquitectura, o mobiliário, a tecnologia tradicional, festividades
cíclicas, museologia e exposições, arte africana e literatura oral.
O Museu de Etnologia, na sua actual
concepção, é um reflexo da orientação e especialização de Veiga de
Oliveira, como um dos mais rigorosos investigadores da etnologia
portuguesa.
Recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora,
em 27 de Julho de 1984, tendo sido seu patrono Ilídio Melo Peres do
Amaral
O Museu de Etnologia, na sua actual concepção, é um
reflexo da orientação e especialização de Veiga de Oliveira, como um
dos mais rigorosos investigadores da etnologia portuguesa.
Fonte: Enciclopédia Universal Multimédia
da Texto Editora (1997) |