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António Augusto da Rocha Peixoto
Naturalista, arqueólogo e etnógrafo português, António Augusto da Rocha
Peixoto nasceu a 18 de Maio de 1868, na Póvoa de Varzim, e formou-se na
antiga Academia Politécnica do Porto. No início da sua carreira começou
por se interessar pelas ciências naturais, mas rapidamente incluiu nos
seus temas predilectos os assuntos que diziam respeito à etnografia.
Foi considerado um dos mais brilhantes etnógrafos portugueses vindo do
século XIX. Amava os temas relacionados com a cultura material e a
organização comunitária das populações. Cientista invulgar, detentor de
um método científico que fez escola e que esteve na origem de um género
de investigações, Rocha Peixoto foi uma figura ímpar da Etnografia em
Portugal.
Para além da Etnografia, possuía ainda um profundo conhecimento de
História de Arte e de Arqueologia, tendo escrito diversos artigos sobre
estes assuntos. Faleceu prematuramente, no auge da sua carreira, com
apenas 42 anos (02/05/1909, Porto).
Ao longo da vida ocupou diversos cargos de relevo. Foi
naturalista-adjunto do Gabinete de Mineralogia, Geologia e Paleontologia
da Academia Politécnica do Porto e director da Biblioteca Pública e do
Museu Municipal do Porto. Foi ainda um dos fundadores e um dos
principais dinamizadores da Revista de Ciências Naturais e da
revista Portugália. Deixou-nos uma obra vastíssima com mais de
200 artigos, ensaios, monografias, etc.
Alguns trabalhos publicados de Rocha Peixoto:
1892, "A Tatuagem em Portugal" in Revista de Ciências Naturais e
Sociais
1898, "Etnografia Portuguesa. Habitação.Os palheiros do Litoral" in
Revista Portugália
1900, "Etnografia Portuguesa. Indústrias Populares. As Olarias do Prado"
in Revista Portugália
1901, "Uma Iconografia popular em Azulejos" in Revista Portugália
1908, "Etnografia Portuguesa. As Filigranas" Revista Portugália
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