António
Joaquim Tavares Ferro
Jornalista e político
(Lisboa, 17.08.1895 - ib., 11.11.1956). Editor da revista Orpheu,
esteve ligado ao grupo inicial dos modernistas, que teria em Fernando
Pessoa a figura principal. Terminada a I Guerra Mundial dedicou-se ao
jornalismo (1919), tendo sido redactor do Diário de Notícias
(1923); dirigiu a Ilustração Portuguesa (1922) e fundou a revista
Panorama e o Teatro Novo (1925). De
1933 a 1950 chefiou o depois intitulado Secretariado Nacional de
Informação (SNI). Foi comissário-geral das exposições internacionais
de Paris (1935) e Nova Iorque (1938) e presidente da direcção da
Emissora Nacional (1941). A
sua actividade fez-se sentir na informação, em todos os sectores da
arte, incluindo as artes gráficas, no ressurgimento folclórico e na
promoção cultural e turística do país. Foi representante de Portugal
na Suíça (1950-1954) e na Itália (1954-1956). Entre
os diversos volumes que publicou, o se maior êxito foi Salazar,
1933, constituído por cinco famosas entrevistas feitas em 1932 e que o
guindaram para a ribalta da política activa. Deve-se-lhe ainda a
criação do Museu de Arte Popular e o Grupo de Bailados Verde-Gaio.
Fonte: O Grande Livro dos
Portugueses do Círculo de Leitores (1990) |