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Joseph
Haydn (1732-1809) é, dos grandes compositores, aquele que mais explorou
a música folclórica e onde o folclore teve mesmo um papel
decisivo. Mas seu legado mais importante foi ter lançado o fundamento
permanente daquilo que hoje nós chamamos de "música clássica".(...)
Por ter origem no folclore, Haydn é o mais típico, o mais
inconfundível dos austríacos. Ele aproveitou o folclore musical
dos germânicos, dos eslavos, dos húngaros, dos italianos porque nas ruas
e Viena, em sua época, cantava-se em alemão, em tcheco, em húngaro, em
italiano e até em croata e romeno e ele começou sua carreira como músico
de rua e tocando violino em serenatas pagas (como era do costume).
(...)
Haydn exprime tudo, menos a tragédia. (Segundo Nietzche por "moralismo
tímido".) E, ao contrário do que afirmaram alguns biógrafos e
musicólogos mal informados, não foi uma personalidade simples. Era um
requintado, um sofisticado, um aristocrata que nunca esqueceu suas
origens camponesas e populares ou o folclore da sua terra.
Católico fiel à sua Igreja, é ético, mas também é um racionalista, como
maçom que era. Galante, burguês (principalmente em matéria de dinheiro)
sentimental como um romântico, suas tensões e ambigüidades resdultaram
na sonata-forma, a música especificamente dramática. (...) |