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JULHO
deriva do latim Julius, em homenagem a Júlio César (por decreto
publicado por Marco António), reformador do calendário, nascido a 12
deste mês, no ano 101 antes de Cristo. No
primitivo
calendário romano era denominado quintilius, por ser o quinto
mês do ano que começava em Março. É o sétimo mês desde os calendários
juliano e
gregoriano, com 31
dias.
Entre as antigas festividades celebradas neste mês, são notáveis os
Jogos de Neptuno, os Apostinários, os do Circo
e os Minervaes.
No dia 28 oferecia-se a Ceres um sacrifício de vinho e mel, e
depois matavam-se alguns cães ruivos em honra de Canicula, para
afastar os calores violentos.
Na antiguidade, Julho era representado por um mancebo nu, de tez
bronzeada pelo Sol, com cabelos ruivos cheios de espigas, tendo na
cabeça uma coroa de espigas e no braço um cabaz de amoras, já que é
neste mês que os agricultores recolhem grande parte das suas
sementeiras.
Em Roma, os arrendamentos das casas começavam e acabavam nas Calendas de
Julho (peimeiro diz do mês).
No antigo Egipto celebrava-se neste mês a festa da inundação do Rio
Nilo, pela fertilidade que trazia.
Julho era para os atenienses, na antiga Grécia, o primeiro mês do ano,
nele se celebrando grandes festas.
Em Julho aconteceram, no século XVIII, dois acontecimentos políticos de
monta: a Independência dos Estados Unidos da América, a 4 de Julho de
1767, e a Revolução Francesa, a 14 de Julho de 1789.
Adaptado de ALMANAQUE 1996 - ME/DEB e
Almanaque Popular 2004 |