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"saúde" das ervas
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Durante milhares de anos, o homem guiado pelo mesmo instinto
que hoje leva outros animais a se purgarem com certas ervas escolhidas,
ele seleccionava na natureza os vegetais para a cura dos seus males. E,
ao organizar-se em comunidades começa a transmitir às gerações
futuros o “fruto do saber” — os celtas, nossos remotos
antepassados, conheciam perfeitamente as propriedades das Fontes termais
e são imitados pelos legionários romanos; os chineses e os egípcios
ensinaram as propriedades do ópio, da romã, do ruibarbo; os gregos e
os romanos definiram a utilização das sementes de rícino, da beladona
ou da misteriosa mandrágora; os gauleses trouxeram o conhecimento do
visco-branco da verbena, da centaurea, da milfurada, do meimendro e da
salva.
Entre fitoterapeutas, clérigos e alquimistas foi-se então
desenvolvendo o estudo das plantas medicinais e, passados assim os séculos
chegamos agora ao que se convencionou chamar a época moderna — com o
fim do reino dos “remédios naturais”.
Contudo, novas correntes científicas e de
forma de vida, uma espécie de regresso às origens e à natureza,
configura-se entre a actual classe médica, botânica, farmacêutica ou
ambientalista que prima pela valorização do melhor de cada sistema
medicinal, tendo em atenção os perigos de qualquer um dos métodos.
Que assim seja.
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(Fonte: Etnobotânica -
Plantas Bravias, Comestíveis, Condimentares e Medicinais, de
José Alves Ribeiro, António Manuel Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca
da Silva, João Azevedo Editor, 2000)
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