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"beleza" das ervas
"Desde o dia em que Eva, arrancando uma folha - de parreira ou
de figueira (?) - para enfeitar a sua nudez, entendeu que a
mãe-natureza lhe podia fornecer as armas do encanto e da sedução.
Esta utilização de cosmética e venérea
atravessaria todas as antigas culturas - os gregos desenvolveram uma
filosofia completa de saúde e beleza à base de plantas; os romanos
entregaram-se ainda mais aos cuidados com o corpo; por altura do
renascimento fazia-se a separação entre os cuidados da pele e os
cuidados de saúde; e, a partir do século XIX, nos Estados Unidos da
América, a cosmética organizou-se como actividade industrial, com a
utilização de conservantes e a produção em massa.
No entanto, todas as receitas, truques de
beleza, passados de mães para filhas durante gerações sucessivas,
são tão antigas quanto a feminilidade sensual ou os hábitos de
cortejar.
Afinal, as plantas ou as ervas continuam as
mesmas, provavelmente, as mulheres e os homens é que não lhes fazem
mais fé..."
(Fonte: Etnobotânica -
Plantas Bravias, Comestíveis, Condimentares e Medicinais, de
José Alves Ribeiro, António Manuel Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca
da Silva, João Azevedo Editor, 2000)
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