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(Continuação...)
À porta de Santo António
Está um ramo de lòreiro,
É uma pouca vergonha
Fazer do Santo tasqueiro.
(Mesão Frio)
Se queres que eu cante bem,
Dá-me uma pinga de vinho:
O vinho é muito doce,
Fá-lo cantar miudinho1.
(Mesão Frio)
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Passei pela tua porta,
Pedi-te água, bebi vinho,
Quando passares pela minha,
Chama que eu não adivinho.
(Baião)
Por esta rua corre água
E pela outra corre vinho,
Pela outra corre sangue
Do meu amor, coitadinho.
(Trás-os-Montes)
Meu amor, vinho, vinho,
Eu água não sei beber;
A água tem sanguessugas,
Tenho medo de morrer2.
(Concelho de Moncorvo)
Ó meu rico vinho tinto,
Criado nas verdes latas;
Tem cautelinha comigo,
Não me faças andar de gatas.
(Salsas, concelho de Bragança)
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