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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» Literatura Popular e Tradicional >> O vinho na literatura oral (4) Pub

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O vinho na literatura oral (4)  
 

(Continuação...)

À porta de Santo António
Está um ramo de lòreiro,
É uma pouca vergonha
Fazer do Santo tasqueiro.
                                            
(Mesão Frio)

Se queres que eu cante bem,
Dá-me uma pinga de vinho:
O vinho é muito doce,
Fá-lo cantar miudinho
1.
                                            
(Mesão Frio)

Passei pela tua porta,
Pedi-te água, bebi vinho,
Quando passares pela minha,
Chama que eu não adivinho.
                                            
(Baião)

Por esta rua corre água
E pela outra corre vinho,
Pela outra corre sangue
Do meu amor, coitadinho.
                                           
(Trás-os-Montes)

Meu amor, vinho, vinho,
Eu água não sei beber;
A água tem sanguessugas,
Tenho medo de morrer
2.
                                           
(Concelho de Moncorvo)

Ó meu rico vinho tinto,
Criado nas verdes latas;
Tem cautelinha comigo,
Não me faças andar de gatas.
                                          
(Salsas, concelho de Bragança)

1 - Variante a quadra ouvida no concelho de Paredes: «Quem quiser que eu cante bem...»
2 - Variante de outra do concelho de Paredes atrás mencionada.


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Informações e retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
 

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