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Cancioneiro:
O vinho branco é meu primo,
O tinto é meu parente,
Não há boda ou baptizado
Onde o meu primo não entre.
(Carvoeira, concelho de Viana do
Castelo)
O frade vendeu, vendeu,
Não tinha mais que vender,
Vendeu o rabo da burra,
para de vinho o beber.
(Carvoeira, concelho de Viana do
Castelo) |
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Ó meu amor vinho, vinho,
Ó meu amor vinho verde!
Vamos antes ao maduro,
Que apaga melhor a sede.
(Amarante)
Ó meu amor vinho, vinho,
Que água não sei beber!
A água é venenosa,
Tenho medo de morrer.
(Concelho de Paredes, distrito do
Porto)
Quem quiser que eu cante bem,
Dê-me uma pinga de vinho,
Que o vinho é boa coisa,
Faz o cantar delgadinho.
(Concelho de Paredes, distrito do
Porto)
Já comi e já bebi,
Já molhei minha garganta,
Eu sou como o rouxinol,
Quando bebe, logo canta.
(Penafiel)
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