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Menina de lá de baixo,
Que le deitou ao cabelo?
Umas ervinhas do monte
Que le chamavam trementelo.
(Melgaço)
Nas ôndias do teu cabelo
Vou-me deitar a afogar,
P´ra que tu saibas, amor,
Que há ôndias sem ser no mar.
(Vila do Conde)
Deixa-me mire e remire
As ôndias do teu cabelo:
Desde a hora em que eu as vi
Não posso passar sem vê-lo.
(Vila do Conde)
António, lindo António,
Teu cabelo aos anéis:
Por causa do teu cabelo
Passo tormentos cruéis.
(Vila do Conde)
Tendes um lindo cabelo
Que vos dá pela cintura:
De dia serve de gala,
De noite, de cobertura.
(Vila do Conde)
Cabelinho entrançado
Serve de toda a maneira:
De dia serve de gala,
À noite de cabeceira.
(Rio Maior)
Tende’lo cabelo louro,
De louro engaranhado:
Nas ondas do teu cabelo
Anda o meu amor pintado
(Coura)
Tendes o cabelo atado,
Ouro por cima de trança:
Quem do ouro faz rodilha,
Do amor fará vingança.
(Coura) |
Trazeis o cabelo atado
Pelas costas ao comprido;
Nessa lançada do meio
Anda o meu amor metido
(Moncorvo)
Desenrola o teu cabelo,
Não no tragas enrolado:
Desengana o teu amor,
Não no tragas enganado.
(Baião)
O teu cabelo enrolado
Pelas costas aos arquinhos…
Eu já de ti não me ausento
Sem lograr os teus carinhos.
(Tolosa)
Tens um lenço na cabeça,
Que t’ajuda a ser bonita:
Salpicadinho d’amores
Fingindo laços de fita.
(Monchique)
Andas muito preparado,
Tens marrafinha de cão;
Toda a vida ouvi dizer:
Vai-t'embora, paspalhão.
(Monchique)
Não quero mulher de crucho,
Nem de caracóis na testa;
Eu não quero ser a arbe,
Onde o cuco faz a festa.
(Alvações)
Nota fraseológica:
Por um cabelinho se pega fogo ao moinho.
Ter cabelinho na venta.
Estar-se penteado (= preparando) para… |