[ Principal ]    [ O Portal ]      [ Fórum ]     [ Adicionar  sítio ]     [ Contactos ]     [ Estatísticas/Visitas ]

 

Agenda de iniciativas
Artesanato
Bibliografia
Cancioneiros Populares
Comunicação Social
Directório Regional
Edições
Feiras
Festas e Romarias
Forum do Portal
Gastronomia e Vinhos
Glossário

Grupos

Instrumentos musicais
Jogos Populares
Legislação
Lendas  
Ligações úteis
Literatura Popular
Loja
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Organizações
Outras iniciativas
Permutas
Pessoas
Programas de apoio
Provérbios
Romanceiro  
Textos e Opiniões
Terras de Portugal
Trajos
Turismo
Usos e Costumes
Utilidades

 

Pub  
   
»» Lendas >> A Povoação de Agarez (Vila Real) Pub

A POVOAÇÃO DE AGAREZ

Relacionada com a Serra do Alvão, cenário das lendas O Calhau do Encanto e As Picaretas de Oiro, existe uma outra que se refere à origem, nome e actividade dos habitantes de Agarez.
      Agarez é uma risonha e soalheira aldeia, alcandorada nas faldas da Serra do Alvão, a oito quilómetros, aproximadamente, de Vila Real. Foi notável pelo artesanato do linho que os seus moradores cultivavam, teciam e bordavam primorosamente.
      A imaginação que ajudou a criar os caprichosos desenhos dos seus bordados ajudou também a criar a curiosa lenda que nos explica a sua génese.
      Em tempos muito remotos, no mesmo lugar em que se encontra o actual povo de Agarez, havia um outro chamado Aragonês, nome que lhe fora dado pelos seus fundadores, originários do Reino de Aragão.
      Quando estes lá chegaram, construíram as primeiras casas e começaram a surribar as terras arenosas e a cultivar o milho que era o pra­to forte da sua alimentação.
      Um dia, no decorrer desta faina, encontraram, com espanto e alegria, um largo filão de oiro que parecia não ter fim. Abandonaram logo os trabalhos agrícolas para se entregarem, com avidez, à exploração do precioso metal que iam amontoando nos canastros do milho.
      Depois de terem enchido os canastros, entenderam que era muito arriscado guardar ali tão valioso tesoiro e decidiram levá-lo para a ser­ra e escondê-lo debaixo da areia.
      Fizeram, para isso, grandes dunas, com galerias interiores, e trataram de o transportar para lá em carros de bois.
      Quando andavam naquela freima, passou lá o Diabo que, ouvindo o estridente chiar dos carros, se aproximou, curioso, e parou, agachado atrás dos arbustos. Arregalou bem os olhos e pôs-se à escuta:

(continuação »»»)

 
Fonte: LITERATURA POPULAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, por Joaquim Alves Ferreira (5 volumes)

Voltar ao Menu/Index


Pub  
   

 


FOLCLORE
DE
PORTUGAL 
não se responsabiliza pelo conteúdo dos sites registados
© Copyrigth 2000/2007  Rancho Folclórico de Vila Real - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster