[ Principal ]    [ O Portal ]      [ Fórum ]     [ Adicionar  sítio ]     [ Contactos ]     [ Estatísticas/Visitas ]

Agenda de iniciativas
Artesanato
Bibliografia
Cancioneiros Populares
Comunicação Social
Directório Regional
Edições
Feiras
Festas e Romarias
Forum do Portal
Gastronomia e Vinhos
Glossário

Grupos

Instrumentos musicais
Jogos Populares
Legislação
Lendas  
Ligações úteis
Literatura Popular
Loja
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Organizações
Outras iniciativas
Permutas
Pessoas
Programas de apoio
Provérbios
Romanceiro  
Textos e Opiniões
Terras de Portugal
Trajos
Turismo
Usos e Costumes
Utilidades

 

Pub  
   
»» Lendas >> Lenda do Castelo do Monte da Nó (Correlhã) Pub

Lenda do Castelo do Monte da Nó

    «Alcandorado sobre o delicioso vale do Lima, com as terras pingues da Facha, Vitorino das Donas, Correlhã e tantas outras a contemplá-lo cá no fundo, ergue-se o Monte da Nó.

    Miradouro de rara beleza terá sido sempre e não admira que os límicos de remotas eras o tenham povoado e os Romanos até ali hajam subido também, criando uma povoação florescente, como o atestam as ruínas encontradas.
    Mais tarde, vieram os Árabes e foi sob o seu domínio que o Monte da Nó atingiu o máximo esplendor.
    Ergueram estes um castelo sumptuoso onde, no meio da maior munificência, reinava Abakir - por seu valor na luta conhecido por Feroz.
    Coxins de oiro e escabelos forrados a damasco enchiam os aposentos onde tapetes persas e sedas das mais variadas cores se multiplicavam.
    Rico e poderoso era Abakir e exigente se mostrava no partilhar de todos os prazeres mundanos. Com os grandes potentados da sua estirpe, dos melhores centros de elegância mandara vir mulheres e com elas repartia os ócios que as batalhas e a montaria lhe deixavam livres.
    A todas tratava com deferência e delas recebia afagos e carinhos. Mas não deixou de reconhecer que uma - de nome Zuleima - embora ter, não revelava em sua presença aquele frémito de alvoroço e alegria comum às restantes. Tal facto o desgostava e feria no seu orgulho.
    Por isso, embora veladamente, passou a deter nela o olhar e a travar diálogos, no sentido de averiguar o que lhe vai na alma. Reconheceu ser causa de tudo aquilo a sede de amor que a inundava. E descobriu nela a mais inteligente e digna de todas quantas ali juntara.
    Por ela se apaixonou e às restantes acabou por despedir. Todo ele se deu a um enleio absorvente, acabando por esquecer prazeres da caça, convívio com guerreiros e cuidados de defesa. Fugiram-lhe amigos e conselheiro, despeitados, e os homens de armas partiram em busca de alcaides a quem desse gosto servir.
Abakir e Zuleima sorriam felizes, sem se darem conta de caminhavam para o abismo. Até que um dia os Cristãos, na mira de conquista e talvez alertados pelas deserções, vieram pôr cerco ao castelo.
    Só então Abakir teve a noção da magnitude do erro cometido.
    Sem outro recurso ao seu alcance, tomou Zuleima pela mão, com ela desceu à mais rica das salas e, depois de pronunciadas umas palavras de estranho teor, fez com que o castelo desaparecesse, sumindo-se no interior da terra.
    E ali ficaram Abakir e Zuleima, no meio de tantas riquezas, a gozar as doçuras do amor ardente que os unia e por tantos séculos tem continuado a vigorar - porque ninguém pôde ainda desencantá-lo nem apossar-se de tesouros de tanta valia.»

 

Fonte: Escola Primária da Correlhã
Ecos do Passado / N.A.P./P.I.P.S.E - 1992

Voltar ao Menu/Index - MINHO
Voltar ao Menu/Index - LENDAS


Pub  
   

 


FOLCLORE
DE
PORTUGAL 
não se responsabiliza pelo conteúdo dos sites registados
© Copyrigth 2000/2007  Rancho Folclórico de Vila Real - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster